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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

DIAGNÓSTICO DO AZAR: e a proposta de libertação...



DIAGNÓSTICO DO AZAR: e a proposta de libertação...“Bem-aventurado é aquele cuja mente está posta em Deus” — paráfrase de Isaías. Conheço gente que parece que tem uma parabólica de captação de tudo o que é ruim; assim como conheço gente que vive o oposto, como se tivessem nascido de “quina pra lua”: tudo lhes dá certo! De fato, já vi e vejo coisas aterradoras, especialmente quando se trata de gente boa que parece que atrai tudo o que é ruim. A pergunta de todos, quando vêem pessoas boas sempre sendo vitimadas por alguma coisa, é uma só: Por quê? Ora, a resposta evangélica da moda é simplificar tudo no “enconsto”, ou na “maldição hereditária”, ou diretamente no “diabo”. E, assim, muitas vezes, inventam “demônios” novos, os quais passam a fazer parte do patrimônio psicológico desse ser já tão magoado pelas perseguições “carmicas” de sua própria existência — e que, agora, depois do “diagnóstico” ou do “diabinóstico” dos “pastores”, além de psicologicamente complexificada por diversos fenômenos, ainda a eles (aos fenômenos) se incorpora um “psiquismo demoníaco”, que faz a pessoa se sentir “vítima” do diabo; e, assim, mais calamidades lhe virão; pois, todas elas, no caso de pessoas com “vício de tragédia”, nascem das projeções que procedem do interior de cada um. O próprio Jó, que na Bíblia é o ser arquetípico a representar esse estado de calamidades aleatórias e desproporcionais, confessa que tudo o que ele temia, isso mesmo lhe acontecera. Ora, isto, no caso de Jó, não diminui a “demanda de Satanás” pela vida dele na presença de Deus. Entretanto, não se pode também desprezar o elemento do “medo” presente na confissão de Jó, apenas porque Satanás também se fez presente no processo. Medo é a pior macumba! Quem teme — transpira, exala, irradia, emana, emula, transmite, passa, envia, comunica e faz uma ambiência favorável à criação de calamidades. O cachorro o ataca. O ladrão o assalta. O estuprador vê essa fraqueza e por ela é atraído. O mal-caráter se acha em casa. Os inimigos decidem abusar. Os amigos dão menos importância. A namorada (o) confia menos ou não confia. As doenças encontram seu habitat. E até o cérebro da pessoa passa se formatar por aquele estado de sobressalto, e, assim, irradia tanto sinais químicos quanto de natureza energética até para quem passa pelo seu caminho ou com essa pessoa convive. Medo é a antítese da fé. Meu pai costuma dizer que quando o medo entra pela porta é porque a fé já saiu pela janela. Assim se pode dizer o seguinte acerca do medo: “Ora, o medo é a certeza inconsciente de todas as coisas que se teme, e a inconsciente entrega à possibilidade de experimentar tudo o de que se tem pânico e pavor”. É obvio que há certas pessoas que carregam heranças genéticas, culturais e psicológicas terrivelmente negativas. E, tais pessoas, são como um Armazém de doenças e de dificuldades herdadas. Entretanto, havendo disposição de enfrentar tudo o que é de natureza psicológica e cultural, mudando hábitos, discernindo condicionamentos, desmontando arquiteturas mentais; e também tratando das coisas que geneticamente podem ser diminuídas nas “profecias de DNA” — a pessoa pode diminuir todas as implicações que tais coisas carregam. Mas não é acerca disso que se está falando; embora uma pessoa que se impressione com tais “acervos e heranças” (em razão do medo) possam até mesmo vir a exacerbar tais coisas em sua própria vida. O medo realiza todas as profecias do mal! Além do medo, eu digo que sentimentos de ódio, de ira, de mau-humor, de vingança, de hostilidade, de inveja, de “comparação”, de amargura, de maledicência, de desejo perverso, e seus derivados — atraem também as calamidades sistêmicas. Sim, porque existem calamidades factuais e acidentais, assim como existem, diferentemente das primeiras, as calamidades sistêmicas. É acerca dessa última possibilidade que estamos falando. Desse modo, desejo prosseguir dizendo que há pessoas que se tornam “parabólicas de recepção de calamidades”, assim como elas mesmas, muitas vezes, terminam por se tornar “transmissores de calamidades sistêmicas”. Ou seja: são aquelas pessoas que onde quer que estejam sempre acontece algo ruim a elas ou a quem está com elas; ou ainda a quem elas amam. E por quê? Ora, para não falarmos em medo, cujo poder de provocar ambas as coisas é óbvio, falemos de algo mais sutil ainda. Auto-vitimização e aceitação de um estado de azar, são também derivados do medo que sutilmente criam essa pessoa que recebe e irradia coisas ruins. Na auto-vitimização o que se tem é uma mente que acredita que não há valor em si mesma; ou que tal valor não é visto e percebido; ou que creia que há uma conspiração cercando-a —; sem que isto seja ainda um estado clínico de paranóia. Ora, tais pessoas tornam-se emissores de energias espirituais, psicológicas e até cerebrais, ruins; e que fazem mal a elas próprias, como também chegam a transmitir seu estado para outros que com eles convivam com constância. Desse modo, uma pessoa que vive de auto-vitimização, e que usa isto como capital relacional fundamental, buscando sempre manipular pela “pena e pela compaixão”, tornam-se tão miseráveis em si mesmas, que sua presença acaba por irradiar o peso de tais sentires; razão pela qual, quando tal pessoa se ausenta, o ar fica literalmente leve. Sobre a aceitação de um estado de azar, também devo dizer que conheço algumas pessoas assim. Aqui vai um exemplo, dentre muitos até bem mais chocantes do que o que narrarei a seguir, mas que foi por mim escolhido para ilustrar o que digo por ser algo relacionado a uma pessoa que acompanhei por muitos anos; e que, portanto, passa a ter um interesse especial para mim. Falo de um rapaz que teve um trauma na infância e foi objeto de cuidados especiais. Então, na família, tal pessoa passou a ser um “cara diferente”, necessitando de cuidados adicionais. Aos 17 anos foi trabalhar e foi “adotado” por todos. No emprego todos percebiam sua fragilidade, e brincavam com o fato de que um garotão tão novo fosse tão cheio de achaques e cuidados. Então o moço incorporou a “cultura” da casa e do trabalho. No ambiente profissional, entretanto, passaram a brincar com as muitas dores que o moço apresentava. Assim, ele terminou por assimilar todas aquelas coisas como parte de si mesmo. Os anos passaram, e os males do rapaz aumentavam. Dores nas costas, nos pulsos, nos braços, nas pernas, no estômago, no fígado, nas coxas, em todos os lugares. E, com isto, ele passou a ser objeto de mais brincadeiras ainda; pois nada parecia sério demais. Depois de uns tempos, sempre que ele estava presente nas coisas, algo acontecia: o carro quebrava, acidentes aconteciam, madeiras caíam, equipamentos davam defeito, alguém de machucava; ou, então, ele mesmo era o azarão, o acidentado. E todos faziam gozação do cara “pé-frio-azarado”. Tudo na gozação. Enquanto ele mesmo gostava de ser essa persona. Com o passar do tempo, ele virou um personagem, um azarão profissional, um mascote de mandingas engraçadas. Então, quando havia algo delicado e perigoso a ser feito, pediam sempre, na gozação, que o carinha não chegasse nem perto; e como ele também não era chegado a grandes esforços, saía do lugar rindo e fazendo gozação de si mesmo. Numa boa! Até que pessoas que ele amava começaram a adoecer, a morrer, a se acidentar, a se machucar, etc. Por último, até a namorada, recém conquistada, por quem o rapaz estava e está apaixonado, sendo apenas uma jovem mulher de 28 anos, teve um AVC. — Pastor, o que está acontecendo comigo? — me indagou ele falando sério pela primeira vez. Minha resposta a ele foi mais ou menos a seguinte: Você se tornou uma bateria de captações e de transmissões de tudo aquilo do que você ri a seu respeito; mas que, no fundo, no seu inconsciente, você acredita. Você acredita que “tudo com você é assim”; e, assim, você cria tudo aquilo no que você acredita; pois tudo é criado na mente; no pensamento; e se mantém pela continuidade do processo mental viciado em ser-pensar-assim; o qual acaba virando um olhar da vida e de si mesmo; como se nós fossemos aquilo ou daquele jeito; e sem cura. Ele se tornou um bruxo no inconsciente! Sim, porque a bruxaria como fenômeno é exatamente isto; podendo ser consciente ou inconsciente. A bruxaria consciente é perversa; pois pretende interferir na existência de outrem, mudando-lhe o caminho para um fim que não é fruto da escolha do indivíduo. Já a bruxaria inconsciente é apenas o fruto da irradiação de um medo feito “carma”; ou seja: uma coisa que acompanha a pessoa sem que ela saiba o por quê; mesmo que a pessoa diga crer ser uma conseqüência de uma outra vida anterior. Desse modo, nossa mente não apenas cria nosso olhar da vida, como também pode produzir um caminho exterior ruim; e isto não apenas para a própria pessoa, mas até mesmo para aquelas que a cercam. Sim, porque todos nós irradiamos quem somos; e também o que temos em nós; especialmente no convívio e com o tempo. É por esta razão que cada um de nós deve buscar manter a mente cheia de fé e de pensamentos construtivos. O mesmo deve acontecer com nossas palavras e propostas de vida e para a vida. E, além disso, manter o coração livre de medo, em razão da Confiança, é o que nos dá a garantia de que viveremos num mundo real e protegido; ao invés de nos tornarmos apenas seres que recebem e irradiam energias mentais e espirituais; tornando-se, assim, um ser sujeito às manipulações e aos acidentes evitáveis da existência; escapando desse modo de existir como um bruxo no inconsciente. Ora, eu poderia dizer muito acerca disto, mas meu objetivo hoje é apenas deixar você pensando nisto! Nele, que cura o nosso olhar da vida e de nós mesmos; e, assim, muda azares em desígnios do bem,

EM CRISTO A MORTE É DOCE

EM CRISTO A MORTE É DOCE
A "Vida é Bela" deveria ser mais dificil de fazer acreditar do que no fato de que a "Morte é Doce". Afinal, todos somos testemunhas de que a natureza é bela, mas o mundo dos humanos apenas manifesta algumas belezas, mas é mais freqüentemente cruel e implacável! Apesar disso, Jesus disse: “Aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, não entra em juízo; já da morte para a vida”. Ou seja: dá para se experimentar a eternidade ainda na experiência da existência neste planeta caído. A eternidade não será! Em Cristo ela já é! O mundo é cruel, mas nosso alvo deve ser experimentar a existencialidade da eternidade mesmo que ainda se esteja vivendo dentro das limitações de nosso presente estado de existência. Paulo via a morte de uma maneira vitoriosa. Ele não a buscava. Preferia adiar sua partida a fim de que a Graça em sua vida histórica se tornasse o mais útil possível! Enquanto no corpo ausentes do convívio glorificado no e com Senhor Jesus! O tabernáculo terrestre—o corpo—é corruptível! O corpo celestial é incorruptível! Assim, o viver é Cristo; o morrer é lucro! Para Paulo era certo que o homem exterior se corrompe com o passar do tempo. Vem a velhice, a canseira, os achaques nas juntas, os pesos, a perda da visão, da audição, da energia construtivista—e a dor da sabedoria de quem sofre não pelo seu próprio futuro, mas pelo daqueles que ama e aqui ficarão. O contraponto é que ele diz que em Cristo o homem interior se renova de dia em dia! Isto para quem considera a leve e momentânea tribulação como algo a não ser comparado com o peso de gloria a ser revelado em nós. Depois de ir ao terceiro céu...bem, depois disso, ele sabia que o que olhos não viram, o que os ouvidos nunca haviam ouvido, e também aquilo que nunca jamais havia subido como imaginação inspirada pela mais mágica fantasia artística, teológica, filosófica, sinfônica, degustativa, sensorial ou extrasensorial—era o que Deus havia reservado para aqueles que o amam! “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito”—diz ele! Não era licito aos homens referir somente porque era irreferível. Nem sempre o revelado cabe em palavras! Paulo viajou do caminho da certeza da vida eterna até chegar ao prazer pela eternidade! Essa é uma viagem que poucos cristãos fazem. E é tão raro, não porque não se tem certeza da salvação, mas porque a morte é um tabu de dor transacional para a maioria de nós. “O que acontecerá na passagem?”—é sempre a questão, mesmo quando não se tem a coragem de confessar! Bem, a passagem não terá acontecido enquanto o corpo estiver sofrendo. E o corpo pode sofrer de dor de física, mas também da dor do medo. O medo de como é a passagem faz sofrer muito mais que a passagem em si! Mas se de algum modo o espírito está cativo da eternidade como prazer, então a morte—que já perdeu seu poder de apavorar como dor eterna—perde também sua força como fobia da passagem! É como nascer! Só que não é do abrigo do útero para a dor do mundo. É a passagem do terror da corrupção do corpo—em todas as suas dimensões—para o inesgotável mergulho no amor infinitamente surpreendente do ser de Deus. Minha suposição é que Paulo foi levado para a decapitação com a serenidade feliz dos premiados. Muitos anos antes daquele dia Pedro havia dormido na prisão da Fortaleza Antônia, em Jerusalém, na véspera de sua própria execução. Para quem chegou aí, mesmo que haja dor física na passagem, não é para comparar com o peso de glória que o aguarda. Até a dor se adocica nesse estado! É no mínimo como um cafuné celestial. Creio que deve fazer extasiante coceira no cocuruto da alma e no cangote do espírito! Nesse caso não se tem somente a certeza da salvação. Tem-se o êxtase dela! A viagem de fé nesta vida deve poder nos levar ao nível de pacificação que produz essa alegria calma no ser. Afinal, o próprio Paulo disse: “...a morte é vossa...e vós de Cristo, e Cristo de Deus”. Caio 15/03/2003 Escrito 1 ano antes de meu filho Lukas partiu para a Casa do Pai!

“TO BE OR NOT TO BE”: NÃO É A QUESTÃO!

“TO BE OR NOT TO BE”: NÃO É A QUESTÃO! “Veio para o que era Seu, mas os Seus não o receberam” — é como o apóstolo João descreve o modo como os filhos de Abraão trataram o Messias, o Cristo, o Emanuel, o Verbo da Vida. Neste contexto imediato, no qual “os Seus” são os da descendência da Promessa feita a Abraão, aqueles que “o receberam” — os quais também Dele “receberam o poder de serem feitos filhos de Deus” — são visto por João como sendo todo e qualquer ser humano que acolha a Jesus pela fé, confessando que Ele é o Verbo Eterno que se encarnou. Estes, os que não eram os Dele, o reconheceram; enquanto aqueles que eram “naturalmente” “os Seus”, esses não o receberam, nem sequer o reconheceram. Ora, conquanto este seja o sentido original e imediato do texto de João, conforme seu entendimento e aplicação consciente da revelação que o possuíra, a Palavra não se circunscreve e nem se deixa escravizar por nenhum “contexto imediato”. Ou seja: por aquilo que no momento da produção do texto era o alvo consciente do autor, no caso, João. O texto, em si mesmo, e para além do contexto imediato, propõe um sentido muito mais amplo e móvel; porém permanente no seu poder de determinar quem são “os Seus” que não o recebem; e quem são os aqueles que não sendo “naturalmente” Seus — conforme a as linhagens históricas da confissão da fé como religião —, “o recebem”; os quais da parte de Deus, “recebem” também o “poder de serem feitos filhos de Deus”. E quem são uns e outros? Na visão da “igreja”, no que diz respeito a pratica da pregação e conforme as doutrinas da salvação, “os Seus” que não o recebem, são todos aqueles que ouvem a mensagem da “igreja” acerca de Jesus, e não o aceitam como Senhor e Salvador; portanto, não aceitando também serem membros da “igreja”; decisão essa que se tornou na única prova cabal de que alguém “pertence a Jesus.” Assim, do ponto de vista da “igreja”, o “mundo” é feito daqueles que eram “os Seus”, e que não o receberam. E a “igreja” é aquela que o “recebeu”, e cujos membros são os “filhos de Deus”. Ora, isto demonstra como a “igreja” se esquizofrenizou entre ser “gentia”, e, ao mesmo tempo, “o Israel de Deus”. A verdadeira Igreja é “o Israel de Deus”, segundo a Promessa feita a Abraão, e da qual se tornam herdeiros todos os que crêem em Jesus, posto que os herdeiros da promessa são os da fé que teve Abraão, não importando a raça, a cultura, o sexo, a etnia, ou qualquer outra forma de diferenciação feita pelos homens. Desse modo, a Igreja é aquela que é feita dos que “o receberam” (não sendo naturalmente “os Seus”), os quais, por esta razão, não apenas receberam “o poder de serem feitos filhos de Deus”, mas também se tornaram “o Israel de Deus”. E aqui reside uma grande confusão: “a Igreja não é ‘Israel’”, pois é quase que inteiramente “gentia”; ao mesmo tempo em que, pela fé, se torna herdeira das promessas feitas a Abraão, segundo a fé que justifica pela Graça, tornando-se, por esta razão, “o Israel de Deus”. Eis o híbrido: incircuncisos que se tornam circuncidados pela fé; pagãos que são feitos filhos de Abraão; gentios que se tornam o Israel de Deus. Paulo trata disso chamando de um “enxerto” do galho da “oliveira brava” no caule da “oliveira natural”. Assim, quem não era, passa a ser; e quem era, deixa de ser. E esta é uma dinâmica que vai e vem, de tal modo que o eixo de quem é e quem não é, varia conforme a jactância de ser ou seu quebrantamento. Ou seja: quando quem era creu que era tanto, que não poderia deixar de ser (o Israel histórico), então, não o reconheceu. E quando aqueles que não eram, passaram a ser, assim foi porque como gentios segundo a carne, aceitaram a oferta da Graça como aqueles que recebem o que sabem que não merecem, porém crêem no poder da promessa a eles feita por Aquele que os chamou de filhos, por Sua livre vontade. Portanto, quem era “de-mais”, deixou de ser; e quem era “de-menos”, passou a ser. Isto porque sempre que alguém pensa que é, começa a deixar de ser. O ser só se mantém sendo! Ora, para a “igreja”, que “se vê” como o “Israel de Deus”, tal realidade não muda. Desse modo, ela, sem saber, se torna um verdadeiro Israel segundo a carne, não o “Israel de Deus”. Ou seja: quando ela é tomada por tal presunção, ela passa a fazer parte do grupo com potencial para “não o reconhecer” Hoje. É a jactância do pedigree de “ser o Israel de Deus” aquilo que torna a “igreja” um “Israel segundo a carne”, visto que o que João disse, não se tornou algo cristalizado, mas varia conforme as mudanças do coração humano. E aqui há um princípio espiritual apavorante, o qual nos ensina que todas as “certezas” que deixam de ser apenas “fé grata”, transformam-se no oposto daquilo que um dia foram, quando bem-aventuradamente se tornaram justamente aquilo que “por natureza” não eram. É por esta razão também que João diz que esses que “recebem o poder de serem feitos filhos de Deus”, não nasceram “nem da carne e nem da vontade do homem, mas de Deus”. Ou seja: eles nunca são o resultado nem da continuidade histórica (da carne), nem tampouco são filhos de decisões humanas (da vontade do homem, ou de sua declarações acerca de quem é ou quem não é). Ao contrário disso, eles são exclusivamente filhos do acolhimento do amor de Deus. Portanto, é o amor feito confissão de fé e vida grata pela Graça, aquilo que mantém a pessoa nesse “lugar existencial” no qual ela é sempre; e isto porque sempre sabe que não é; visto que ela é justamente porque sabe que não seria; tendo em si mesma a gratidão que nunca a deixa se ver como “dona” de si mesma; ou como um ser que já não precisa ser, visto que em jactância diz que já é. Em outras palavras: aqueles que não eram e passaram a ser, são aqueles que são-sempre-sendo, nunca parando; e continuamente olhando a si mesmos com o olhar da gratidão, declarando todos os dias a Graça que os faz serem aquilo que por natureza não eram, visto que a verdadeira “natureza” do ser que é, é justamente feita dessa fé que nunca vira certeza humana, e nunca evoca qualquer privilégio especial em razão de ligações históricas com a História da Fé. Recebem o “poder de serem feitos filhos de Deus” os que acolhem Jesus todos os dias com a gratidão de quem “foi feito”, posto que “não era”. Assim esses são porque sabem que não mereciam terem se tornado. Ora, o verdadeiro “Israel de Deus” é feito de gente que se vê como aqueles que não deveriam ser, pois, no momento em que julgam que são, e crêem que esse é um estado cristalizável, nesse mesmo momento, deixam de ser. O principio, portanto, é este: no Evangelho só se é, sendo! Assim, a questão não é “to be or not to be”, mas sim, ser-sendo. Nele,

BOM! BONZINHO NUNCA!

BOM! BONZINHO NUNCA! Outro dia alguém me perguntou qual é o limite, a referencia “basta”, para o mandamento de fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam. Sim, porque fazer incansavelmente à mesma pessoa o bem que gostaríamos de receber dela, e receber de volta apenas e tão somente o oposto, pode fazer com que o outro (o que recebe apenas o bem) se vicie no fato que de nossa parte só vem a mansidão; e, assim, se torne adoecidamente mimado, abusivo, injusto, e até perverso. Nesse caso, aquele que continua infinitamente a tratar a pessoa daquele modo como gostaria de ser tratado, pode, inconscientemente, desenvolver a doença da bondade, que é a manifestação de uma bondade que não sabe fazer o bem, mas apenas a “bondade”, a qual, sendo recebida por um ser abusivo, pode receber dele a reação que a pouco descrevi; e, naquele que é o ser da bondade, desenvolver uma “bondade adoecida”, posto que se torna co-dependente do outro-abusivo, e insiste em si mesma como “bondade”, apenas porque já não sabe viver sem ser sob o abuso. Nesse caso, o que se deveria de melhor desejar a nós mesmos é que qualquer um que nos visse nesse estado de prática de abusividade contra o próximo, nos confrontasse, e nos acordasse para o fato que quem vive assim é doente e se torna perverso. Por isso, eu também esperaria que tal pessoa me tratasse com a necessária energia, pois, não desejo ficar doente de alma. De fato, por onde quer que você olhe para esse mandamento do amor ordenado por Jesus, fica claro que ele não incita aos romantismos da bondade adoecida. Ao contrário, ele nos manda pensar o que seria o bem, e não o que seria “gostoso”. Portanto, ele nos põe na vereda da propriedade e da pertinência em todas as coisas. Nessa medida existencial ensinada por Jesus cabe o resposta-proposta certa para cada situação da vida, isso se se tem em mente o bem, e não os estereótipos de “bondade”. Se alguém, por exemplo, trás essa questão para a dimensão conjugal, é inevitável deixar de pensar que os homens que traem suas esposas deveriam imaginar e se colocar na posição de quem vê a sua mulher sendo “devorada e traçada” pelo patrão ou por um colega de trabalho, isso a fim de saber se querem ser tratados conforme estão tratando as suas esposas. Não é preciso haver moralismos de nenhuma natureza quando se tem essa medida do mandamento do amor ensinado por Jesus. Literalmente ele trás à existência tudo o que é bem e bom, e com toda a propriedade e pertinência; pois, sua aplicabilidade é ilimitada. Esse mandamento de Jesus não gera seres tristemente bonzinhos, mas seres humanos fortemente bons. Na realidade é para essa “uma só coisa” que Jesus faz o Evangelho inteiro se fazer condensar. Daí procedem todos os caminhos da vida, e nada que não nasça aí é realizador do bem em sua total propriedade. Quem alcança tal disposição mental em todos os níveis da vida, sendo capaz de ver tudo, o tempo todo, com tais olhos, esse chegou na estatura do varão perfeito. Essa deveria ser uma ambição de entendimento que todos nós deveríamos buscar. Afinal, fora de tal modo de ver a todas as coisas, o que sobra é apenas a militância nas leis do ódio e da vingança; ou então, cria a “bondade ineficaz”, e que gera seres passivamente bonzinhos, e que nada produzem de mudança em si mesmos e no mundo. A Humanidade que o diga!...

AS DROGAS DO ÊXTASE: HEDONISMO E LUXURIA

AS DROGAS DO ÊXTASE: HEDONISMO E LUXURIA O maior produtor de superficializações de importâncias reais na vida é a luxuria. Por isso é que o capitulo 7 de Eclesiástes—entre outros trechos—nos diz que “é melhor” a casa onde há pranto, o dia da morte, o fim de todas as coisas, e a própria tristeza, que a casa dos folguedos e das muitas risadas, pois, é pelos encontros que se tem com a realidade como dor e lágrima, que “se faz melhor o coração”. É nesse lugar-experiência-de-dor que se aprende o que é e o que não é, o que tem real valor, e o que é apenas miragem e engano. A contra mão dessa realidade, e que carrega em si o poder de falsificar a realidade e seus genuínos valores, é o hedonismo e a luxuria. O hedonismo é uma droga de prazer instalada como dinâmica no aparelho psíquico, e que controla o indivíduo pela alegria da satisfação do desejo, e que cresce de tal modo que é capaz de anestesiar a consciência para o real significado das coisas. O prazer passa a ser o valor supremo, e tudo o que não for prazer, não vale nada. Assim, a escala de valores está intimamente ligada ao pendor da psiquê. Realmente é do coração que nascem as fontes da vida. O hedonismo é também o valor. E a luxuria é a sua recompensa. Ora, quando tais estados se estabelecem, qualquer outro valor, mesmo os verdadeiramente mais apreciados e amados pelo indivíduo, são relativizados quando a droga do prazer começa a correr nas veias da pessoa. A questão é que os frutos do hedonismo e da luxuria são banais e passageiros, são apenas vícios, drogas, injeções de vaidade narcisista. No entanto, eles têm o poder de agredir a afrontar reais e essenciais valores do ser. Essas drogas de êxtase—hedonismo e luxuria—não apenas tiram a senso do indivíduo que está por eles possesso e adoecido, como também fazem suspensão acerca das gravidades implicadas naqueles atos, e que podem ferir terrivelmente, e até incuravelmente, pessoas e valores muito mais elevados, tanto como afronta ao amor-em-si, como também nos demais bens que dele decorrem na vida, e que dão vida verdadeira a todos os vínculos humanos. Para simplificar, deixe-me ilustrar de modo bem baixo e simples, para que todos entendem o que estou dizendo: Uma transada com a vizinha pode ser inevitável... até que destrói para sempre o seu casamento com a mulher que você genuinamente amava e nem sabia o quanto: a sua mulher. Nesse dia o cara põe a mão na cara e chora muito... Tudo o que para ele, na casa das festas, era nada, agora será tudo em importância proporcional à própria dês-importância a ela atribuída pelo que “se apossava do prazer”, posto que agora ele terá que lidar com a verdadeira perda do amor que o alimentava, mas que era submetido a suspensões sempre que a droga do hedonismo estabelecia o valor do desvalor, e a recompensa da luxuria iludia o viciado. O arrependimento entra nessa história como o elo que reconcilia a experiência do hedonismo luxuriante com a verdade daquilo que tem valor perene para o ser. O arrependimento vai buscar o sujeito no chão forrado com os tapetes púrpura da casa da luxuria, e terá como missão conduzi-lo de volta até ao que real, onde a alegria do prazer não é viciante, e nem faz a suspensão da realidade, antes aprofunda a vida nela, e de tal modo que é só então que o verdadeiro prazer pode ser conhecido como liberdade e alegria. Algumas vezes, todavia, a pessoa tem que visitar a casa do luto a fim de que seu coração seja acordado dos torpores dos prazeres anestesiantes e fugazes, a fim de poder experimentar as próprias emoções como estabilidade, e, como verdadeiro prazer, que é aquele que se alegra no que é, não na ilusão de uma fantasia luxurienta. Somente nesse dia a pessoa aprende que o que tem valor, tem valor! É para Parar & Pensar!.....

E PARA ONDE IRÃO AS RELIGIÕES?

E PARA ONDE IRÃO AS RELIGIÕES? Escrito em 29/09/03 São três da manhã. Estou assistindo as notícias do mundo. Em quase todas elas a Religião está presente. Os temas vão de Israel ao Vaticano. Do Islamismo aos radicais de Direita Religiosa americanos. Bin, Sharon, Bush, Saddam, Papa... Todos estão certos de suas certezas… Não há soluções humanas possíveis! No centro dos piores conflitos está a Religião! Ora, onde há religião nunca há paz! É verdade que as guerras habitam na carne. Mas a carne adora se expressar pela Lei.E nenhuma Lei é mais poderosa que aquela que se impõe em nome de algum “Deus”. Seja qual for o “Deus”. O Cristianismo está no centro dessas calamidades, em companhia do Judaísmo e do Islamismo. Trata-se do Triangulo das Bermudas onde todas as esperanças desaparecem no mundo presente. É verdade que as Forças Econômicas também são poderosas quanto a incitar a guerra. Mas os homens de negócio dão tanto valor ao dinheiro que acabam se entendendo. É mais fácil unir o mundo em nome do Dinheiro que em nome de um outro “Deus”. O Dinheiro é “liberal”, negocia. A Religião, não. Por isso é que na Nova Jerusalém não há nenhum “santuário”. João procurou e não achou nenhum... A Religião só conhece a união entre os absolutamente iguais. Os diferentes são sempre inimigos ou seres a serem conquistados para a “clonagem”. O problema é que a Terra é habitada por seres diferentes... Ora, para a Religião “paz” significa uniformidade... Se sairmos do Mundo em nossa visão maior, e olharmos apenas para o Brasil, o quadro é o mesmo. O que a Religião estabelece é o partidarismo. Prova disso é que quanto mais cresce a Religião—entre elas a Evangélica—, mais aumenta o preconceito e o espírito de divisão. Religião é Babel: torre do homem para marcar seu nome perante “os céus”. Daí só provém confusão. Linguagens que não se fazem interpretar. Gente dos “santuários” tem até dificuldade de aceitar—embora esteja escrito—, que na Nova Jerusalém as folhas da Árvore da Vida serão para “a cura dos povos”. Menos ainda conseguem entender que as “nações trarão ações de graças ao Cordeiro” na Nova Jerusalém. Já criaram até a categoria dos “sub-redimidos” para explicar porque esses “estranhos” terão acesso à Cidade das Doze Portas, e que permanecem abertas o tempo todo, conforme o Apocalipse. Se dependesse de nossas mentezinhas de azeitona, alguém re-escreveria os últimos capítulos do Livro da Revelação. As portas lá estão abertas demais para o gosto da maioria de nós. O estranho é que essa Sociedade Redimida tem uma única fonte de Luz: a do Cordeiro. E tem gente que ainda se admira que lá João não viu “nenhum santuário”! É claro que não pode haver essas coisinhas por lá. Se houvesse, não seria um lugar de Paz Eterna. Seria apenas a Cidade Amuralhada dos Salvos Presunçosos. Uma Nova Jerusalém Religiosa não seria Nova, seria apenas o Velho Inferno. Nesse caso, não precisaríamos esperar para chegar lá. Bastava que todos nós nos uníssemos e mudássemos para a Jerusalém Terrestre. Não! Nada disso! Basta ficarmos Aqui. Basta continuarmos a ser esses robôs religiosos. O Inferno é profundamente religioso... Diabo é Divisão! Quem tem Religião tem o que? União ou divisão? No Oriente Médio é onde superabundam as Religiões. As guerras também. E todos se dizem filhos de “Abraão”. Jesus disse que os que guerreiam em nome da genealogia religiosa são “filhos do diabo” (João 8). Paulo disse que a Jerusalém Terrestre—essa dos jornais—é a Cidade da Escravidão. Gálatas Quatro! Todos os seus filhos—filhos da Religião; filhos de Hagar, gerados na escravidão religiosa—, são os que dividem o mundo e a humanidade, em nome de “Deus”. Quanto mais Religião, mais guerras haverá. Religião deveria ser Re-ligação... É sempre assim: usa-se o termo apenas para iludir os propósitos do coração. Nesse caso, o que prevalece é o desejo de “separação”. Se Religião fosse algo bom, a Nova Jerusalém teria o Templo Maior. Lá, todavia, a Vida acontecerá ao Ar Livre. Sua Luz é o Cordeiro. Heresia é pensar diferente. Quem não concordar comigo, fique à vontade. Mas não diga que não é exatamente isso que a Palavra diz que será o futuro quando a Redenção Total se manifestar. Maranata! Vem Jesus!...

AMARGURA: um “espírito” de falsificação da realidade!

AMARGURA: um “espírito” de falsificação da realidade!
Nada falsifica mais a realidade e a comunicação do que a amargura. Quando ela se instala, pela via das machucaduras, das traições, das frustrações, das repetições desagradáveis, ou das muitas acusações recíprocas — nada mais continua a existir objetivamente na visão e na comunicação entre duas pessoas. É assim até mesmo entre pessoas que se amam, mas que se feriram de alguma maneira. Na maioria das vezes alguém feriu alguém, e o ferido se magoa profundamente — dependendo do fato, se magoa até a morte —; e se decide continuar a relação porque vê amor naquele que o magoou (embora lhe tenha sido infiel ou desleal, ou estranho), geralmente não consegue ir adiante sem expor sua dor; a qual, quase sempre, no início vem carregada de acusação, mesmo quando não acusa intencionalmente. Entretanto, como o objeto em questão, é o próprio ouvinte-arrependido, ele acaba por se sentir sempre acusado outra vez. Com o passar do tempo, aquele que feriu a quem ama, também já está ferido e magoado de um outro modo. Ainda que ele (a) saiba que não tem direito de estar. Mas fica assim mesmo. No caso dele tudo começa com a tristeza imensa de ter magoado a quem ama. Depois, a pessoa começa a desejar se sentir diferente de “si mesma” no que tange ao “si mesmo” que provocou a mágoa no outro. Entretanto, como a dor do ofendido e magoado continua naturalmente presente; muitas vezes apesar de já haver perdão (a dor é outra coisa) —; com passar do tempo aquilo que aos ouvidos do ofensor era culpa, começa a soar como acusação sem fim, mesmo quando é apenas a confissão da tristeza pelo que aconteceu. Nesse ponto o ofensor passar a se irritar e a acusar o outro de não parar de acusá-lo e de vê-lo de modo ruim... Então, instala-se no coração do ofensor uma predisposição a ouvir tudo com tom de acusação. Ora, quando se chega a esse ponto da “viagem”, o sentido de objetividade já entrou em estado de falência; e todos os poderes da subjetividade se tornam os senhores do olhar, do sentir; e, pior, do interpretar. Daqui para frente somente uma intervenção da Graça de Deus os ajudará a sair desse Labirinto de Dês-comunicação! Sim, uma intervenção que gere consciência nos implicados e também lhes revele a existência desse Monstro Invisível. E mais: que lhes ilumine e revele que de fato tal “ente” que “penetrou” o processo mental e de comunicação deles, é inexistente; posto que somente “existe” como emoção machucada, a qual falsifica tudo; fazendo com que carinhos sejam sentidos como ofensa; fazendo com que tentativas de comunicar, se tornem discussões inexplicáveis; e também fazendo com que toda expressão que não seja clara e objetivamente comunicada como boa, seja sentida pelo outro como uma incógnita ruim; sempre ruim; e sempre contra aquele que ouve e interpreta — ainda que de fato o outro não tenha intentado nada de mal contra aquele que assim ouviu e sentiu. É aqui que duas pessoas que se amam e não mais conseguem se entender, perguntam-se: o que está acontecendo com a gente? Na realidade, nada está acontecendo, embora tudo pareça acontecer! Afinal, objetivamente, o que tinha de acontecer, já aconteceu. E, supostamente, já está resolvido. Porém, o processo de retro-alimentação relacional (em razão das dores e das machucaduras da alma do ofendido, e em razão da culpa e da vergonha do ofensor), torna-se cada vez mais destrutivo para as emoções dos implicados; e, consequentemente, passa a ser o produtor de boicote na comunicação. O que fazer? A primeira coisa é entender o processo, conforme simplificadamente exposto acima. A segunda é colocá-lo em seu lugar: na memória doída, mas que não tem que existir como acusação nem na boca de quem sente a dor, e nem nos ouvidos de quem a provocou. A terceira é voltarem a crer um no outro, sem interpretações e sem analises. A quarta é darem objetividade e clareza a cada palavra ou declaração, não somente em relação um ao outro, mas também em relação a tudo; até que a objetividade volte a prevalecer sobre a subjetividade das interpretações adoecidas pela mágoa. A quinta é não conversar num mundo paralelo, jamais; mesmo que seja em quase silencio ou em silencio; pois para o outro isso pode significar outra coisa; qualquer coisa. A sexta é coragem de olhar nos olhos do outro, todos os dias, e relembrá-lo de quem ambos são um para o outro. Sim, afirmarem-se mutuamente como pessoas que se amam, apesar de machucadas. A sétima é não deixar nada aberto, sem definição. Ou seja: não deixar o sol se por sobre nenhuma ira ou mágoa não falada. Mas isto apenas no caso de coisas que não possam ser resolvidas sem uma “conferência” entre ambos. A oitava é crer que quem se ama, pode se machucar, mas que o amor tem que ser maior que qualquer dor, quando dois decidiram continuar juntos. A nona é saber que a tendência de um processo desse tipo, é fabricar algo que não é nada, mas que se faz cheio de tudo o que não existe ou não lhe pertence; e, que, portanto, pode se munir de tudo contra ambos; ou um contra o outro. Aqui o diabo e o inferno são os limites; posto que agora, em tal caso, reina a acusação. A décima é se perdoarem todos os dias; e também perdoarem-se por qualquer que seja a recaída no processo de retro-alimentação da amargura, e que tenha voltado a crescer em razão das “interpretações” que se tornam falsas realidades; mas que têm o poder de matar o que é real e verdadeiro. Por isto, não se pode deixar isto crescer jamais. O escritor de Hebreus disse que uma raiz de amargura, entrando em alguém, pode contaminar a muitos, a todo um grupo. Ora, se a amargura tem esse poder em relação a uma “congregação”, quão maior não é o seu poder de contaminação entre duas pessoas? Ou entre um casal? Ou nas entranhas de uma família? Assim, eu oro: Senhor! Dá-nos Tua luz, para que nela sempre vejamos o que é real, sendo assim salvos das miragens do Engano e do Enganador! Senhor! Ajuda-nos a viver o que é real! Senhor! Que o amor sempre vença todas as falsificações! Nele, que é a Verdade,....