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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Mudar de vida é...

É hora de mudar de hábito... Isso implica em levar as coisas de Deus mais a sério... Mudar de vida de verdade!

Já pensou em ser usada(e)por Deus? Viver uma nova vida... Viver uma vida honrada, ter tudo de bom, viajar e conhecer outros lugares fazendo a obra de Deus juntamente com... , pois é meu amigo(e) esse é o caminho. Se você estiver disposto há perder os prazeres nocivos da vida libertina Deus fará coisas grandes através de você....você pode fazer isso hoje mesmo! Mesmo contra a sua vontade, pois a tua vontade nunca buscará a Deus, pois a mesma é inimiga de Deus e carrasco da sua alma.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Biografias cristãs são fontes de esperança


Por que ler biografias cristãs? Antes deresponder, permita-me outra pergunta: onde você busca esperança para viver? Todos necessitam de esperança. Todos buscam esperança em alguma coisa ou em alguém. Há um ditado popular que diz: “A esperança é a última que morre!”. É muito frágil esse adágio. Afinal, e se a esperança morrer? Aliás, e quando ela morrer? Ela é a última que morre, mas morre!

Viver sem esperança é sem graça; é uma desgraça. Não ter esperança para viver é viver uma vida morta e sem sentido; desgraçada, na verdade. Quando morre a esperança é difícil sobreviver. Daí a pergunta: onde você busca esperança para viver? Em quem, no quê ou como você busca esperança para viver?

Leia o que Paulo escreveu em Romanos 15.4: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito [as histórias do Antigo Testamento] para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”. Percebeu? Esperança é fruto da paciência e da consolação das Escrituras: paciência para esperar e suportar e consolação das Escrituras para crer e prosseguir. Paciência e consolação das Escrituras produzem e sustentam nossa esperança (cf. Rm 5.3). E de onde recebemos paciência e consolação das Escrituras? Do ensino que obtemos — pela fé, Gl 3.5 — das histórias registradas nas Escrituras.

O autor de Hebreus escreveu (12.1): “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta”. Tendo descrito a jornada de homens e de mulheres de fé, “dos quais o mundo não era digno” (Hb 11.38), o autor sagrado fez sua aplicação dizendo que “a tão grande nuvem de testemunhas” que nos rodeia (Hb 12.1) serve para nos exortar a abandonar toda e qualquer coisa que esteja nos atrapalhando a correr a corrida da fé; serve para nos encorajar a correr “com perseverança, a carreira que nos está proposta”; serve para nos carregar de esperança para prosseguir.

Veja que o “peso” e o “pecado” que, respectivamente, nos embaraça (tornando-nos vagarosos) e “que tenazmente nos assedia” (impedindo-nos de correr), são fontes de falsa esperança que precisam ser descartadas; e no lugar delas devemos colocar o ensino das Escrituras, especialmente aquele tipo de ensino que nos aponta para “tão grande nuvem de testemunhas”. Em outras palavras: histórias de homens e de mulheres de fé nos exortam e nos encorajam e nos recarregam para prosseguir com fé, esperança e amor.

Noutro versículo, o autor de Hebreus recomendou (13.7): “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.” Não poderia ser mais claro. A Bíblia nos manda ler biografias cristãs: “Lembrai-vos [gr., imperativo] dos vossos guias… considerando atentamente [gr., particípio] o fim da sua vida, imitai [gr., imperativo] a fé que tiveram.” Deus planejou que biografias cristãs ou histórias de homens e de mulheres de fé gerassem em nós paciência e consolação o bastante para produzir e preservar em nós esperança. Funciona assim: enquanto pensamos e consideramos os exemplos de fé; enquanto nos apropriamos pela fé das promessas do evangelho ilustradas na vida das pessoas em tela, o Espírito nos fortalece (Gl 3.5) e nos faz correr com perseverança a carreira que nos está proposta (Hb 12.1).

Ainda em Hebreus, lemos o que segue: “Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (Hb 6.11-12). Essa, pois, é a importância de biografias cristãs: elas são fonte de esperança. Jonathan Edwards, nesse mesmo espírito, escreveu que “existem duas maneiras de se representar e recomendar a verdadeira religião e a virtude ao homem — uma é mediante a doutrina e o preceito [teologia, apologética, etc.]; a outra é por instância e exemplo [biografias]. Ambas são abundantemente usadas nas Sagradas Escrituras.”

Foram dois os mestres que me ensinaram o valor de biografias para a vida cristã. O primeiro foi Martyn Lloyd-Jones, em Os Puritanos: suas origens e seus sucessores (editora PES). O segundo foi John Piper, em seus sermões biográficos disponíveis em desiringgod.org. Piper, escrevendo uma série de exortações a pastores, dedicou um capítulo inteiro de seu livro Irmãos, nós não somos profissionais (Vida Nova) ao tema em foco e exortou os irmãos a lerem biografias cristãs, dizendo que “sendo bem escolhida, a biografia cristã reúne todo tipo de coisas de que os pastores carecem, embora tenham tão pouco tempo para buscar. A boa biografia é história, e nos protege do esnobismo cronológico (como C. S. Lewis costumava definir); é teologia — e das mais poderosas — pois emerge da vida das pessoas; é aventura e suspense, algo de que temos fome natural; e é ainda psicologia e experiência pessoal que aprofunda a compreensão da natureza humana. Boas biografias sobre os cristãos de maior relevância promovem crescimento notavelmente eficaz.”

Biografias cristãs são sim um enorme presente de Deus para os peregrinos cansados e sobrecarregados na jornada pelo caminho apertado que conduz para a vida; e como são poucos os que acertam com ela, fará você muito bem se buscar a companhia daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas. Portanto, tire vantagem desse bálsamo espiritual. Prove desse mel de sabores tão diversificados quanto são diversas as vidas que compõem a tão grande nuvem de testemunhas que temos a nos rodear. Leia biografias cristãs. Faça delas uma fonte de esperança para prosseguir.

Aos iniciantes, apresento, a seguir, uma lista de algumas biografias que julgo importantes (graças a Deus, já em português):

  1. Peter Brown, Santo Agostinho: uma biografia (Record)
  2. Roland H. Bainton, Cativo à Palavra: a vida de Martinho Lutero (Vida Nova)
  3. Ruth A. Tucker, A primeira-dama da Reforma: a extraordinária vida de Catarina von Bora (Thomas Nelson)
  4. Alister McGrath, A vida de João Calvino (Cultura Cristã)
  5. John Bunyan, Graça abundante ao principal dos pecadores: uma autobiografia de John Bunyan (Fiel)
  6. Iain H. Murray, Jonathan Edwards: uma nova biografia (PES)
  7. Jonathan Edwards, A vida de David Brainerd (PES)
  8. Arnold A. Dallimore, Spurgeon: uma nova biografia (PES)
  9. Iain H. Murray, O Spurgeon que foi esquecido (PES)
  10. Eric Metaxas, Bonhoeffer: pastor, mártir, profeta, espião (Mundo Cristão)

Além, é claro, da série completa, editada por Steven J. Lawson, um perfil de homens piedosos, publicada pela editora Fiel, e que traz a vida de grandes homens de fé do passado, tais quais: Calvino, Edwards, Tyndale, Spurgeon, Watts, Whitefield, Knox, Lutero e Lloyd-Jones.

Boa leitura!

domingo, 27 de outubro de 2019

OS TESOUROS DO CÉU

OS TESOUROS DO CÉU

 O que Paulo quer dizer quando fala das "coisas que são do alto"? Não aponta para alguma generalização abrangente, como pode parecer a princípio. Essas coisas podem ser identificadas. Podemos traçar uma linha no meio de uma página e posicionar no lado esquerdo as coisas que são da terra e, no lado direito, as coisas que são do céu. As coisas terrenas pertencem i\ visão, à razão e aos sentidos. As coisas celestiais pertencem à fé, ao crédito e à confiança em Deus. Do lado esquerdo, posicionamos os prazeres da terra e, no lado direito, o prazer no Senhor. À esquerda, posicionamos os tesouros da terra; à direita, os tesouros nos céus, "onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam" (Mateus 6.20). À esquerda, posicionamos a reputação entre os homens e o nosso desejo de agradá-los; à direita, o nosso desejo de agradar a Deus. A esquerda, posicionamos uma rica moradia; à direita, a mansão lá em cima. À esquerda, posicionamos o desejo de andar com a melhor companhia aqui na terra; à direita, o desejo de andar com Deus aqui na terra. A esquerda, posicionamos a filosofia humana; à direita, as revelações de Deus. À esquerda, cultivar a carne; a direita, viver para o Espírito. À esquerda, viver por um tempo; à direita, viver por toda a eternidade. Em contraste, vemos quão diferentes somos como cristãos. Somos muito diferentes do mundo, completamente diferentes. Passe os olhos pelo lado esquerdo, e você terá a visão, a razão e os sentidos; eles lhe dão os prazeres terrenos que o fazem desejar os tesouros terrenos. Eles querem que você busque uma boa reputação entre os homens e uma rica morada aqui. Eles o fazem querer andar na melhor companhia e seguir a filosofia humana. As coisas que são de Deus formam a nossa fé, o crédito e a confiança em Deus e nos fazem ter prazer no Senhor e valorizar os tesouros que são de cima. Elas querem que fiquemos no alto com Deus numa mansão celestial, que andemos com Deus aqui embaixo e sigamos a revelação divina, vivendo para a alma e para a eternidade.

A. W. Tozer 

Por

Carlos Ribeiro da tbs... 

A CRUZ PELO LADO DA RESSURREIÇÃO

Que farás com Jesus? A. B. Simpson (1843-1919) ___________________________________
 Jesus está em pé no salão de Pilatos, Sem amigos, abandonado, traído por todos; Ouçam! O que significava o súbito chamado? Que farás com Jesus? Que farás com Jesus? Neutro não podes ser; Um dia teu coração perguntará: "Que fará Ele comigo?". Jesus está em pé quieto, sendo julgado, Podes ser falso com ele, se quiseres, Podes ser fiel para o bem e para o mal: Que farás com Jesus? Vais evitá-lo como Pilatos? Ou vais escolhê-lo, haja o que houver? E em vão que te esforças para dele esconder-te: Que farás com Jesus? Irás, como Pedro, teu Senhor negar? Ou desdenharás fugir de seus inimigos, Com a ousadia de por Jesus viver ou morrer? Que farás com Jesus? "Jesus, hoje te dou meu coração! Jesus, te seguirei por onde fores, Grato te obedecerei!", dirás: "Isso farei com Jesus!".
A CRUZ PELO LADO DA RESSURREIÇÃO 
Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. (COLOSSENSES 3.1 -3). O ponto de partida da nossa jornada é conhecer quem realmente é Jesus Cristo. É nesse ponto que estabelecemos a nossa fé como fundamento para a Jerusalém celestial. Nosso alvo maior é ver Cristo face a face. Assim como em todos os outros tipos de jornada, a jornada da vida crucificada possui muitos obstáculos. Se nós apoiarmos na nossa própria força, falharemos. Entretanto, há em Jesus Cristo a força que faz que a jornada cristã seja bem-sucedida. O sucesso na vida cristã não é automático. A alma precisa ser cultivada como um jardim, e a vontade precisa ser santificada e feita cada vez mais cristã. Os tesouros celestiais precisam ser buscados, e nós precisamos buscar as coisas do alto e morrificar as coisas de baixo. Isso talvez não esteja escrito nos anais das igrejas evangélicas modernas, mas está escrito no Novo Testamento. São muitos os que, satisfeitos com a situação, nunca se empenham em serem cristãos de índice cem. Satisfeitos em apenas "ser", muitos não chegam ao "fazer". O nosso objetivo é concluir a corrida. Muitos iniciam, mas poucos cruzam a linha de chegada. Qual o segredo para avançar? Onde encontrar a força para suportar a corrida até o fim?

A RAZÃO DE TUDO 

O triunfo de Cristo sobre a morte, o fundamento e a fonte da nossa fé, significava tudo para os primeiros cristãos enlevados. A ressurreição de Cristo foi primeiro uma coisa admirável, depois se tornou um milagre feliz e então uma convicção radiante sustentada por muitas provas infalíveis, testemunhada pelo Espírito Santo. Isso para os primeiros cristãos tornou-se a razão de tudo. 

O grito de guerra daqueles primeiros cristãos era "Ele ressuscitou", e esse grito se tornou para eles coragem absoluta. Nos primeiros duzentos anos, centenas de milhares de cristãos morreram como mártires. Para aqueles primeiros cristãos, a Páscoa não era um feriado, nem mesmo um dia santo. Não era apenas uma data comemorativa. Era um fato consumado que vivia com eles o ano inteiro e se tornara a razão para sua conduta diária. "Ele vive", diziam, "e nós vivemos. Ele triunfou, e nele triunfamos. Ele está conosco e nos conduz, e nós o seguimos". Eles se voltaram para uma vida totalmente nova porque Cristo havia ressuscitado. Não celebravam a ressurreição de Cristo dentre os mortos e então voltavam para a vida cotidiana, esperando outro ano para se comprometerem novamente. Viviam pelo fato de Cristo ter ressuscitado dentre os mortos e de eles terem sido ressuscitados com ele. "Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo..." Não se trata de uma incerteza. O sentido é "vocês já foram ressuscitados com Cristo". Paulo declarou em Romanos 6.4, Efésios 2.6,7 e outros trechos que, quando Cristo ressuscitou dentre os mortos, seu povo ressuscitou com ele. A mortalidade ressuscitou com ele. A espiritualidade ressuscitou com ele. E essa ressurreição era e é um fato consumado.

A. W. Tozer 

Por 

Carlos Ribeiro da tbs... 

sábado, 26 de outubro de 2019

Um coração aflito

 O apelo de Jesus Cristo sempre foi ao homem simples perturbado em sua consciência. Ele trazia uma consciência pesada e lacerada a Cristo. A consciência sabia que Cristo havia ressuscitado e aparecido a Pedro e a 500 irmãos de uma só vez, e que Deus o havia aprovado, confirmado, validado, marcado, selado o provado como seu Cristo. Todos os tipos de pessoas se convertem, não por terem a habilidade de pesar provas. Se a salvação dependesse da minha capacidade de saber se algo é verdadeiro ou não, ou da minha capacidade de saber, como uma corte legal, se algo testifica ou não a verdade, então, claro, só advogados e pessoas treinadas na área jurídica teriam alguma possibilidade de salvação. Mas essa verdade de Cristo ressuscitando dentre os mortos sobrepuja todo raciocínio humano, eleva-se acima dele e segue direto para a consciência de cada pessoa, de modo que, assim que uma mensagem é pregada, todos podem saber de imediato. Eles não precisam perguntar. Aliás, é uma afronta perguntar. Jesus Cristo ressuscitou e apareceu aos discípulos. Deus confirmou sua ressurreição, enviou o Espírito Santo e agora o próprio Deus Altíssimo, criador do céu e da terra, já anunciou o veredito. Deus enviou seu Espírito para trazer o veredito à consciência do homem. De acordo com o testemunho em Atos 2.37, o resultado da pregação de Pedro foi que os homens "compungiram-se em seu coração" (Almeida Revista e Corrigida). 
A palavra "compungir" aqui significa simplesmente "levemente perfurado". Levemente perfurado, mas também tão fundo que a palavra grega original trazia um prefixo restritivo e intensivo. Quando as Escrituras dizem que perfuraram o lado de Jesus com a lança e descobriram que ele já estava morto (v. João 19.34), o termo "perfurar" é traduzido de uma única palavra. A palavra original empregada em Atos traz um prefixo restritivo e intensivo, indicando que as palavras de Pedro entraram mais fundo no coração dos ouvintes que a lança do soldado no lado de Jesus. Assim, o Espírito Santo levou a ponta da lança da verdade ao coração das pessoas, e elas clamaram: "Que faremos?" (Atos 2.37). Pedro teve uma resposta imediata para eles (v. 38): "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo". Pedro estava dizendo: "Vocês devem crer no Senhor Jesus Cristo e depois provar que creram identificando-se com ele no batismo." Vocês devem identificar-se com ele no batismo e mostrar para o mundo que creem nesse Único que foi ressuscitado dentre os mortos". As pessoas receberam sua palavra com alegria e foram batizadas; e naquele mesmo dia cerca de 3 mil foram acrescidos à igreja (v. Atos 2.41). Fatos e razão não conseguem esse efeito. Eu poderia discutir com alguém, argumentar com ele, pregar para ele e, se fosse capaz de fazê-lo com a oratória de Cícero ou Demóstenes, quando terminasse tudo, só poderia convencer a mente dele. A nossa consciência pode ser despertada pela presença de Jesus que saiu do túmulo. Alguns foram levados a acreditar que foi a vida de Jesus que nos salvou. Não, ele teve de morrer. Alguns dizem que na morte de Jesus fomos salvos. Não, ele precisava ressuscitar. Todos os três atos precisavam estar presentes antes que pudéssemos realmente dizer que temos um Salvador em quem confiamos. Ele precisou viver entre os homens, santo e inocente, sem manchas nem defeitos. Teve de morrer pelos homens e depois ressuscitar no terceiro dia, de acordo com as Escrituras. Ele realizou os três. O que o Espírito de Deus leva ao coração, o Espírito Santo crava na nossa consciência, e não conseguimos fugir até fazermos alguma coisa a respeito de Jesus.

QUAL É O PREÇO? 

O segundo fator a tratar é o preço da vida crucificada. Sim, Jesus pagou pela nossa salvação, mas ainda há um preço que cada um deve pagar. A vida cristã não é uma viagem grátis. O "fazer" como condição Que faremos? Pedro nunca teve medo da palavra "fazer". Alguns nos círculos evangélicos a temem. Simplesmente inferem que é uma palavra inadequada. Mas Pedro não a temia, porque não se trata do "fazer" do mérito — é o "fazer" da condição. O que devo fazer para que possa receber os benefícios do Senhor Jesus Cristo na minha vida? Pedro disse: "Creia no Senhor Jesus Cristo e identifique-se com ele pelo batismo". Isso é o que devemos fazer. Esse é o significado da Páscoa, e dele você não consegue fugir. Podemos simplesmente celebrá-la uma vez por ano, mas ela nos ronda o ano inteiro; e, se na providência de Deus você vier a morrer este ano, ela vai rondá-lo até a sepultura e por toda a eternidade. Pois Deus deu seu filho, Jesus Cristo, ao mundo e disse: "Creiam no meu Filho": "[...] para que todo o que nele crer não pereça [...) mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus" (João 3.16-18). Esse é o "fazer" da condição. Se Cristo está vivo, você precisa fazer algo em relação a ele. Se Cristo está vivo, ele ficará em sua consciência até que você faça algo a respeito. E a prova de que ele está vivo é a descida do Espírito Santo para levar as provas diretamente à consciência do homem.

Uma consciência cravada 

Graças a Deus, Cristo vive. Graças a Deus, a luta acabou. Graças a Deus, a batalha foi ganha e a vitória da vida é nossa. No entanto, até você fazer algo, isso permanece na sua consciência e ali permanecerá até se passarem os séculos. Ele está na consciência de milhões que nada fazem a respeito e tentam viver uma vida crucificada sem encará-la. Os outros podem tentar, mas eu não consigo. Cristo morreu por mim. Ele levou os meus pecados. Deus o ressuscitou dentre os mortos e enviou o Espírito Santo para dizer: "Este é o meu Filho [...] Ouçam-no!" (Mateus 17.5). Assim, preciso escutar, ouvir, identificar, admitir, seguir, devotar-me, dedicar-me. Preciso seguir o Cordeiro por onde ele for. Ele fica na minha consciência até eu fazer alguma coisa. A minha consciência está cravada no fato de que ele se levantou em triunfo na ressurreição e na confirmação da graça salvadora para toda a raça humana. O cristianismo repousa sobre um fundamento: Jesus Cristo. Antes que alguém possa compreender a profundidade da experiência cristã e a dinâmica da vida crucificada, é preciso estabelecer esse fundamento. Nenhum prédio pode exceder a capacidade de seus alicerces. Quanto mais importante o prédio, mais importantes seus fundamentos. A pergunta correta a fazer é simplesmente: "Quem é Jesus Cristo?". E logo depois: "O que farei com ele?".

A. W. Tozer 

Por

           Carlos Ribeiro da tbs... 

Os ensinos morais de Jesus

Os ensinos morais de Jesus: A pergunta do homem sincero não é "Como comparar os ensinos de Jesus com os dos filósofos morais e das religiões do mundo?". Alguns apresentam essa questão com um ar de pretensa auto importância. Essa pergunta está resolvida para sempre porque os ensinos morais de Jesus permanecem ou caem com ele. Se alguém discordar de Cristo, está liquidado no que diz respeito a ser cristão. Ninguém pode discordar do Senhor; ninguém pode questionar a verdade do Verdadeiro; ninguém ousa levantar a questão de Jesus ser ou não o Senhor, ou de seus ensinos serem ou não sadios, ou de ele ser ou não aprovado por Deus. Seus ensinos morais permanecem ou caem com ele. O próprio Jesus Cristo, nosso Senhor, é o objeto da nossa atenção, não os ensinos dele. Os ensinos de Jesus nos são caros e por meio deles podemos guardar seus mandamentos e provar que o amamos. É a pessoa de Jesus que torna válidos seus ensinos. Deus colocou a prova num nível espiritual. Ela não repousa na razão, mas na consciência. Se a ressurreição de Cristo repousasse na razão só as pessoas altamente racionais poderiam ser convertidas. Se a ressurreição de Cristo repousasse na capacidade de humana de juntar e pesar provas, só o homem treinado para juntar e avaliar provas poderia crer, mas o ingênuo jamais poderia crer. O homem que trabalha com as mãos e não tem muitos pensamentos profundos continuaria inconverso. Com Cristo foi exatamente o contrário. As pessoas comuns o ouviam com satisfação.

A. W. Tozer 

Por

             Carlos Ribeiro da tbs... 

O FUNDAMENTO DA EXPERIÊNCIA CRISTÃ

"Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas mas nestes últimos dias falounos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo." (HEBREUS  1.1,2). 
Um velho provérbio chinês diz que a jornada de mil milhas começa com o primeiro passo. Se esse primeiro passo não é dado, realmente nada mais importa. Se você não está na jornada, não importa falar sobre ela. Muitos cristãos falam sobre viver a vida crucificada, mas nada em sua vida indica que algum dia eles iniciaram a jornada. Entre os cristãos de índice trinta, há muita alegria por terem sido salvos, mas nenhuma expectativa de continuarem na jornada rumo à perfeição espiritual. Eles ficam tão felizes por não serem como eram que não conseguem ver o que Deus deseja que sejam. O cristianismo tem um lado glorioso e vitorioso que poucos cristãos experimentam. Se tenho alguma coisa a dizer à igreja de Cristo e para os evangélicos no mundo, é nessa área da vida cristã vitoriosa, neste viver a vida crucificada.

A nossa fraqueza é que não prosseguimos para conhecer Cristo em intimidade e familiaridade enriquecidas; e, pior, nem estamos falando sobre fazer isso. Raramente ouvimos a seu respeito, e esse tema não entra nas nossas revistas, nos nossos livros ou em qualquer tipo de ministério midiático, e também não se encontra nas nossas igrejas. Estou falando desse anseio, desse desejo ardente de conhecer Deus em medida crescente. Esse anseio deveria empurrar-nos adiante, em direção a perfeição espiritual. Creio que dois motivos básicos explicam isso. Um está relacionado ao ensino da Bíblia sobre a experiência cristã mais profunda: a maioria das igrejas nunca passa do ensino básico de como tornar-se cristão. Mesmo aí, o ensino é bem diluído e em geral concentra-se no fato de que um dia morreremos e iremos para o céu. O outro motivo está ligado ao custo. Muitos não se dispõem a pagar o preço associado à vida cristã vitoriosa. Erroneamente, aprendem e creem que a vida cristã é uma viagem gratuita que por fim acaba no céu . Afinal, Jesus pagou o preço integralmente.

A. W tozer. 

               Por Carlos Ribeiro da... 
                                                           TBS...