Seguidores

domingo, 29 de novembro de 2020

"Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhā louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refugio e proteção no dia da minha angústia'" (Salmo 59.16)

"Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhā louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refugio e proteção no dia da minha angústia'" (Salmo 59.16). 

O salmo 59 é uma grande incógnita para o nosso coração. Ele foi escrito por Davi, quando os soldados de Saul sitiaram sua casa para matá-lo. Numa situação de extrema adversidade e perigo, o salmista escreve o texto que lemos acima. Precisamos aprender com ele a louvar a Deus neste contexto, porque não estamos isentos de passar por situação similar. Se hoje, no seu coração, há uma angústia por se sentir como ele, aprenda a agir de forma correta.

Davi podia louvar em meio à extrema adversidade, porque conhecia a Deus e tinha convicção de que ele era seu "alto refúgio". Pense no contexto dele, no qual a proteção dos muros da cidade guardava-o de ser atingido pelos inimigos. Ele entendia que Deus era seu refúgio mais do que os muros da cidade. Aliás, era um "alto" refúgio, dando a ideia de algo intransponível para os inimigos, como ele expressa no verso primeiro: "Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos; põe-me acima do alcance dos meus adversários”. Estando na presença do Altissimo, ele sabia que podia acordar e cantar louvores, mesmo sabendo que os inimigos estavam à porta da cidade. Você precisa imitar o salmista: em meio às suas tribulações, coloque sua confiança no Senhor e louve-o de coração. Não espere o livramento acontecer para louvar; pela fé, entenda que seu salvador agirá e desde já o louve por isto.

Davi tinha outra razão pela qual louvava a Deus no meio das tribulações: saber que elas não foram provocadas pelos seus próprios erros ("Sem culpa minha, eles se apressam e investem" - v. 4). Não que ele fosse um homem perfeito, mesmo porque a Bíblia nunca ocultou seus erros. Sabemos que Davi cometeu pecados terríveis. Mas, naquele momento, as tribulações eram "gratuitas", no sentido de que não foram provocadas pelas suas mãos. Quando passamos por dificuldades assim, nosso coração tem a tendência de se rebelar contra Deus, que permite as tribulações mesmo quando somos inocentes. Mas aprenda com Davi, neste caso, a esperar no Senhor. Ao invés de ficar se remoendo de tristeza e autocomiseração, ele declara sua fé e confiança na ação do Senhor: "Em ti, força minha, esperarei; pois Deus é meu alto refúgio. Meu Deus virá ao meu encontro com a sua benignidade" (v. 9,10).

Finalmente, aprenda que mesmo que você ande corretamente diante de Deus, ainda assim estará sujeito à angústia de alma. O inimigo haverá de levantar pessoas para armar ciladas (v. 3) e proferir abominações e mentiras contra você (v. 12). Mas fique firme na sua convicção acerca do cuidado e do amor de seu Senhor, que, segundo Davi, é "proteção no dia da minha angustia (v. 16). Por isso, não comece o dia taciturno e amargurado. Inicie seu dia louvando ao Senhor, exaltando a sua força e a sua misericórdia.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. Clamarei ao Deus Altissimo,ao Deus que por mim tudo executa" (Salmo 57.1-2).

"Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. Clamarei ao Deus Altissimo,
ao Deus que por mim tudo executa" 
(Salmo 57.1-2). 

Eu disse a um presbítero muito amado, já idoso, que ele deveria ser feliz, afinal, todos os filhos já eram adultos, casados e bem encaminhados na vida. Ele poderia agora aproveitar sua vida com sua amada esposa, sem nenhuma preocupação com os filhos. Ele respondeu: "Não, pastor, o senhor está enganado: na família pode trovejar para todo lado, mas o raio cai é aqui!”. Aquele irmão, que hoje está na glória, discorreu acerca de um fato comum nas famílias: os pais oferecem abrigo aos filhos nas horas das tribulações. Esse abrigo seguro é citado por Davi no nosso Salmo de hoje.

Lembra-se da Pedra de Escape em nossa meditação do Salmo 54? Pois é. Quando Saul estava para prender Davi, o Senhor moveu um levante dos filisteus contra Israel, e Saul teve de desistir da prisão de Davi. O Salmo 57 foi escrito na continuação daquela história, tendo como contexto os acontecimentos registrados em 1 Samuel 24. Saul resolveu a questão da invasão dos filisteus, e voltou a perseguir Davi, que estava escondido em uma caverna que, de tão escura, impediu que Saul visse que Davi estava ali, ao seu lado. Foi nesse
contexto que Davi escreveu o Salmo, que traz para você uma instrução abençoada sobre a ação de Deus em nossos dias de angústia.

Em algumas tribulações que enfrentamos, não há absolutamente nada que possamos fazer para resolver nosso problema. Esse era o caso de Davi, porque o seu temor a Deus o impedia de agredir o rei, mesmo tendo tido inúmeras oportunidades: “O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu Senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do Senhor" (1Samuel 24.6). O que ele podia fazer é o mesmo que nós em algumas de nossas crises: ficar quieto, aguardando até que Deus resolva a situação. E foi exatamente isso que ele fez: "pois em ti a minha alma se refugia; à sombra de tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades" (v. 1). Ao invés de entrar em pânico por não poder fazer nada com relação às suas tribulações, descanse no abrigo seguro das asas do seu Deus, "até que passem as calamidades". E enquanto esse dia não chega, mantenha-se firme no Senhor e louve-o pela segurança que ele lhe proporciona, como fez o salmista ("Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme;
cantarei e entoarei louvores" - v. 7). Para manter essa confiança inabalável no Senhor, e louvá lo mesmo em meio às tribulações, é preciso que você conheça seu salvador e reafirme para seu coração as características do seu caráter: "Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade, até às nuvens" (v. 10), Ele é fidelissimo. Portanto, se você não pode fazer nada para resolver suas crises, entregue tudo nas mãos do Senhor e, ainda hoje, louve-o pelo abrigo seguro que ele lhe proporciona.

TBS... 

sábado, 1 de agosto de 2020

"Todo o dia torcem as minhas palavras; os seus pensamentos são todos contra mim para o mal. Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos, como aguardando a hora de me darem cabo da vida" (Salmo 56.5-6).

"Todo o dia torcem as minhas palavras; os seus pensamentos são todos contra mim para o mal. Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos, como aguardando a hora de me darem cabo da vida" (Salmo 56.5-6). 

Quando lemos sobre os "Heróis da Fé”, pensamos que eles não tinham os dias de angústias que nós experimentamos. Mas isso é falso, pois, se eles não tivessem passado pelas nossas tribulações de alma, não serviriam de exemplo para nós. Veja o exemplo de Elias. A Bíblia afirma que ele era "homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos" (Tiago 5.16). Que sentimentos? Todos: tristeza, angústia, depressão...

Outro exemplo para nós é Davi, o escritor deste salmo de hoje. Ele escreveu esta sua oração em meio à adversidade, numa história registrada em 1 Samuel 21.13-15. Davi estava em uma cidade chamada Gate, como forasteiro, e sentiu tanto medo a ponto de se fingir de doido diante do povo daquela cidade. 

Como lidar com um medo tão grande?

Primeiro, deposite sua confiança no Senhor: "Em me vindo o temor, hei de confiar em ti?' (v. 3). Veja que Davi estava de sobressalto o tempo todo, e seu temor certamente era similar ao que você sente nos seus dias de angústia. Mas ele combateu o temor com a sua confiança no Senhor. Sua tese principal era a de que, se ele confiava em Deus, "Que me poderá fazer o homem? (v. 4). Ele sabia que ninguém era mais poderoso do que seu Deus; além do mais, o próprio Deus é quem controla todas as coisas. Reafirme isso para seu coração. 

Segundo, lembre-se de que Deus jamais pode ser surpreendido pelas suas crises e tribulações. Ele está sempre preparado, e conhece todos os seus passos. "Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas inscritas no teu livro?" (v. 8). Veja que descrição maravilhosa: o Senhor conta seus passos e recolhe suas lágrimas!

Isso dá uma ideia de que ele está presente, está próximo nos seus momentos difíceis. Ele sabe exatamente a profundidade de nossa tristeza. 

E por último, mantenha a sua fidelidade a Deus: "Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus; render-te-ei ações de graças” (v. 12). Estimule seu coração a manter fielmente todos os votos e compromissos que você fez com Deus. Isso abrange suas responsabilidades familiares, seu ministério no Corpo de Cristo (a Igreja) e a promessa de santificação de sua vida que você, certamente, fez na hora da angústia de alma. O que Deus quer é ter intimidade e bom relacionamento com você. Esse é o propósito em abençoar a sua vida: "Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, pra que eu ande na presença de Deus, na Luz da vida" (v. 13).


Tbs.... 💭 📚 🤔

quarta-feira, 29 de julho de 2020

"Com efeito, não é o inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu intimo amigo" (Salmo 55.12-13).

"Com efeito, não é o inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu intimo amigo" (Salmo 55.12-13). 

Biblia é muito clara ao ensinar-nos acerca da impor tância de termos bons amigos ("O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão", Provér bios 18.24). Também é enfática a ideia de termos amigos que temem a Deus ("Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer", Salmo 16.3), e de compartilharmos com eles as nossas tribulações ("Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo", Gálatas 6.2). Mas, quando somos traídos pelos nossos amigos, principalmente os que 
temem a Deus, então nosso sofrimento é muito maior.

Continuando no Salmo 55, Davi fala que todos aqueles sintomas dos versos 4 a 8 (estudados na devocional de ontem). deram-se em virtude de ter sido traido por um grande amigo e irmão de fé: "meu companheiro e meu intimo amiga Juntos andávamos, Juntos nos entretinhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus" ( 14). Por isso ele disse: "Sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado" (v. 2). A perplexidade dele é como a nossa, quando um irmão de fé nos trai e se volta contra nos. Olhe como Davi fala dessa traição: "Tal homem estendeu as mãos contra os tinham paz com ele; corrompeu a sua aliança. A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra; as suas palavras eram mais branda que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas" (v. 20-21, Ele diz no verso 12 que, se fosse o inimigo, ele suportaria, uma vez que - obviamente - lutaria contra e resistiria duramente se fosse o que o odiava, ele se esconderia, porque é fácil fugir evitar qualquer contato com quem nos odeia. Mas como fazer com aquele que nos ama? Não podemos agredi-lo nem odiá-lo  -  porque temos o mesmo Senhor! Como lidar com isso? Se você tem experimentado esse desgosto, fique atento às instruções do salmista. Comece abrindo seu coração ao Senhor contando tudo isso para ele, com todos os detalhes que Davi usou neste texto, inclusive especificando nomes daqueles que estão trazendo angústias à sua alma ("Eu, porém, invocarei a Deus, o Senhor me salvara" – v. 16). Mas, como aprendemos ontem, ore o tempo todo, evitando a oração esporádica e mecânica ("A larde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz"-v. 17).

Finalmente, entregue-se ao Senhor confiando em que ele é fiel para cumprir suas promessas: "Confia os teus cuidados ao Senhor, ele te sustenta; jamais permita que o justo seja abalado" (v. 22). Apascenta seu coração com essas palavras e continue esperando pelo socorro do Senhor, porque ele reverterá a inimizade contra você em manifestações de amor e de reconciliação.

Tbs

terça-feira, 28 de julho de 2020

"O meu coração está dorido dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram. Temor e tremor me sobrevêm; e o horror me cobriu. Pelo que disse: Ah! Quem me dera asas como de pomba! Voaria e estaria em descanso. Eis que fugiria para longe e pernoitaria no deserto. (Selá) Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade." (Sl 55:4-8).

"O meu coração está dorido dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram. Temor e tremor me sobrevêm; e o horror me cobriu. Pelo que disse: Ah! Quem me dera asas como de pomba! Voaria e estaria em descanso. Eis que fugiria para longe e pernoitaria no deserto. (Selá) Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade." (Sl 55:4-8). 

Certa vez, aconselhei uma pessoa com depressão, e insisti em que ela deveria sair da cama e cuidar de suas responsabilidades. Ela, chorando, disse que gostaria de ser um cachorro, porque, para um cachorro, todos apenas gritam: "vai deitar!", ao passo que, para ela, todos apenas a repreendiam por não querer sair da cama. Mesmo não sendo a melhor atitude nessas horas, sabemos que entregar-se à tristeza é algo normal para quem passa por depressão. Nos dias de angústia, por causa do grande peso psicológico, temos a tendência de querer fugir de tudo e de todos. Você tem tido esse tipo de reação? Então aprenda com o salmista a combater essa atitude. Davi passou por angústias imensas. A descrição que ele faz de si mesmo é assustadoramente parecida com nossas experiências em nossas tribulações. Veja como ele estava se sentindo: "Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam; temor e terror me sobrevém, e o horror se apodera de mim." (v. 4-5). Ele estava assim por causa de perseguição: "ando perturbado por causa do clamor do inimigo e da opressão do impio; pois sobre mim lançam calamidade e furiosamente me hostilizam(v. 3). É certo que suas angústias possam ter origem em outras coisas, como uma longa crise financeira, uma crise conjugal prolongada enfermidade ou mesmo uma depressão que não tem nenhuma explicação. Tudo isso faz com que, no seu coração, você possa sentir todos os sintomas que o salmista sentiu.

Mas não é só isso: Davi, assim como você, teve vontade de sumir no momento da aflição. Veja o que ele diz: "Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto. Dar-me-ia pressa em abrigar-me do vendaval e da procela" (v. 6-8). Veja a incoerência dele, querendo fugir do problema indo para um deserto! Mas não é assim que seu coração deseja nesses dias dificeis? Ficar sozinho, isolado de tudo e todos: é isso o deserto! Então, ele nos mostra o que devemos fazer: antes de tudo, confie no Senhor. Em lugar de ir para o deserto, "eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará" (v. 16). Abra seu coração e, assim como Davi, conte para o Senhor até mesmo seu desejo de "sumir do mapa". Depois, desenvolva uma vida de oração e comunhão com Deus, assim como o salmista: "A tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz (v. 17). Não é só uma oração esporádica e mecanica, mas é estar em sintonia com o Pai Celestial o dia todo, e fazer de sua oração um momento de compartilhar com ele tudo que se passa em seu intimo. Certamente, ele intervirá e fará com que os dias de angústias se tornem coisa do seu passado. Aleluia!

TBS-Teologia_Biblica_Sadia 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

"Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca. Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não têm Deus diante de si. Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida" (Salmo 54.2-4).

"Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca. Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não têm Deus diante de si. Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida" (Salmo 54.2-4). 

Nos dias de angústias, todos nós precisamos de uma pedra de escape. Pedra de escape é uma saída com a qual não contávamos, e, no último instante, ela aparece e traz um grande alívio às nossas tribulações. Pode até não ser uma solução definitiva, mas é uma providência de Deus para nos livrar de uma enrascada e amenizar nossas angústias. Quando Davi escreveu este Salmo, ele havia passado por uma experiência na qual Deus havia enviado-lhe uma pedra de escape.

A história por trás deste Salmo está registrada em 1 Samuel 23.19-29. Davi, juntamente com seus homens, estava fugindo do rei Saul quando foi traído pelos zifeus. Em razão dessa traição, Davi foi cercado pelo exército de Saul, de forma que não havia mais para onde escapar. Entretanto, dentro dos projetos de Deus, não era para o jovem pastor de ovelhas ser preso e, por isso, Deus providenciou que os filisteus invadissem a terra. "Pelo que Saul desistiu de perseguir a Davi e se foi contra os filisteus. Por esta razão, aquele lugar se chamou Pedra de Escape" (1 Samuel 23.28).

Porventura hoje, em seus dias de angústias, você está precisando de uma pedra de escape? Voltemos, então, ao Salmo 54. Davi, estando em grandes apuros naquele contexto, dá o exemplo que devemos seguir diante de nossas tribulações e declara sua confiança irrestrita no sustento de Deus: "Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida (v.4). Imagine falar isso estando completamente cercado pelo exército inimigo, sem visualizar nenhuma saída! Tem sido essa sua experiência? Então não se desespere. Afirme com convicção para seu próprio coração que o Senhor é quem lhe sustenta, mesmo que você não consiga ver nenhuma possível saída das suas tribulações. Mesmo que não tenha chegado o tempo de ele livrar você completamente das suas angústias, confie em que ele providenciará uma pedra de escape para o livramento da batalha atual que você enfrenta.

E possível que, enquanto Davi estava sendo traído pelos zifeus e Saul estava planejando a perseguição a ele, Deus estivesse levantando o exército dos filisteus para atacar a Israel, no exato momento em que Davi estivesse cercado. Lembre se disso sempre: Deus nunca é pego de surpresa pelas nossas tribulações. Enquanto você está lendo esta devocional, ele estará agindo em alguma circunstância para abençoar a sua vida e, dentro em breve, esse livramento chegara.

Por isso, desde já você pode agradecer e louvar ao Senhor como fez o salmista: "louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom. Pois me livrou de todas as tribulações" (v. 6-7).

TBS... 

terça-feira, 16 de junho de 2020

"Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos com o Altissimo: invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, tu me glorificarás." (Salmo 50.14-15).

"Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos com o Altissimo: invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, tu me glorificarás." (Salmo 50.14-15). 

Frequentemente, converso com pessoas que buscam a Deus apenas no momento da aflição. Em vindo um refrigério e um alívio na angústia, voltam a viver como se Deus não existisse. É possível que, por causa disso, o Senhor permita que venha nova tribulação, a fim de fazê-los andar nos seus caminhos. Por isso, neste dia, olhe com honestidade para seu coração e, ao final dessa meditação, veja se você precisa tomar decisões mudem a história de sua vida.

O texto que estudamos hoje é um salmo que fala da essência do culto a Deus. Entretanto, nessa visão pastoral sobre dias de angústias, quero desafiar você a analisar seu coração e receber do Senhor não somente a aprovação em sua adoração como também a solução para suas tribulações. Inicialmente, lembremos duas verdades básicas: a primeira é que não há nada que possamos oferecer a Deus que não venha dEle mesmo.

O próprio Deus ressalta essa verdade: "Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos militares sobre as montanhas...
se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu e tudo quanto nEle se contém" (v. 10, 12). A segunda verdade é que Deus rejeita aquele que o busca com os lábios, mas o desonra com a vida: "Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez que aborreces a disciplina e rejeitas as minhas palavras? (v. 16-17). E, para que ninguém se esconda na hipocrisia de dizer que não faz desse jeito, Deus ilustra como isso acontece: "Se vés um ladrão, tu te comprazes nEle e aos adúlteros te associas. Soltas a tua boca para o mal, e a tua lingua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão e difamar o filho de tua mãe. Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual" (v. 18-21).

O resumo, então, é que a fé e a vida são os dois lados de uma mesma moeda.

Diante disso, o que Deus requer de nós são duas coisas ligadas a essas duas verdades: que tenhamos um coração grato pelo seu cuidado paternal, e que o honremos em nossa vida cumprindo nosso compromisso de fidelidade com ele. "Oferece a Deus sacrificio de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altissimo" (v. 14). As mesmas duas verdades estão relacionadas na conclusão do salmo: "O que me oferece sacrificio de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus (v. 23).

Fazendo essas duas coisas em nossa vida diariamente, quando o dia da angústia chegar, nosso Senhor promete o socorro de que tanto precisaremos: "invoca-me no dia da angustia; eu te livrarei, e tu me glorificaras" (v. 15). "Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrificio de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome" (Hebreus 13.15).