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quarta-feira, 29 de julho de 2020

"Com efeito, não é o inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu intimo amigo" (Salmo 55.12-13).

"Com efeito, não é o inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu intimo amigo" (Salmo 55.12-13). 

Biblia é muito clara ao ensinar-nos acerca da impor tância de termos bons amigos ("O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão", Provér bios 18.24). Também é enfática a ideia de termos amigos que temem a Deus ("Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer", Salmo 16.3), e de compartilharmos com eles as nossas tribulações ("Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo", Gálatas 6.2). Mas, quando somos traídos pelos nossos amigos, principalmente os que 
temem a Deus, então nosso sofrimento é muito maior.

Continuando no Salmo 55, Davi fala que todos aqueles sintomas dos versos 4 a 8 (estudados na devocional de ontem). deram-se em virtude de ter sido traido por um grande amigo e irmão de fé: "meu companheiro e meu intimo amiga Juntos andávamos, Juntos nos entretinhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus" ( 14). Por isso ele disse: "Sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado" (v. 2). A perplexidade dele é como a nossa, quando um irmão de fé nos trai e se volta contra nos. Olhe como Davi fala dessa traição: "Tal homem estendeu as mãos contra os tinham paz com ele; corrompeu a sua aliança. A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra; as suas palavras eram mais branda que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas" (v. 20-21, Ele diz no verso 12 que, se fosse o inimigo, ele suportaria, uma vez que - obviamente - lutaria contra e resistiria duramente se fosse o que o odiava, ele se esconderia, porque é fácil fugir evitar qualquer contato com quem nos odeia. Mas como fazer com aquele que nos ama? Não podemos agredi-lo nem odiá-lo  -  porque temos o mesmo Senhor! Como lidar com isso? Se você tem experimentado esse desgosto, fique atento às instruções do salmista. Comece abrindo seu coração ao Senhor contando tudo isso para ele, com todos os detalhes que Davi usou neste texto, inclusive especificando nomes daqueles que estão trazendo angústias à sua alma ("Eu, porém, invocarei a Deus, o Senhor me salvara" – v. 16). Mas, como aprendemos ontem, ore o tempo todo, evitando a oração esporádica e mecânica ("A larde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz"-v. 17).

Finalmente, entregue-se ao Senhor confiando em que ele é fiel para cumprir suas promessas: "Confia os teus cuidados ao Senhor, ele te sustenta; jamais permita que o justo seja abalado" (v. 22). Apascenta seu coração com essas palavras e continue esperando pelo socorro do Senhor, porque ele reverterá a inimizade contra você em manifestações de amor e de reconciliação.

Tbs

terça-feira, 28 de julho de 2020

"O meu coração está dorido dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram. Temor e tremor me sobrevêm; e o horror me cobriu. Pelo que disse: Ah! Quem me dera asas como de pomba! Voaria e estaria em descanso. Eis que fugiria para longe e pernoitaria no deserto. (Selá) Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade." (Sl 55:4-8).

"O meu coração está dorido dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram. Temor e tremor me sobrevêm; e o horror me cobriu. Pelo que disse: Ah! Quem me dera asas como de pomba! Voaria e estaria em descanso. Eis que fugiria para longe e pernoitaria no deserto. (Selá) Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade." (Sl 55:4-8). 

Certa vez, aconselhei uma pessoa com depressão, e insisti em que ela deveria sair da cama e cuidar de suas responsabilidades. Ela, chorando, disse que gostaria de ser um cachorro, porque, para um cachorro, todos apenas gritam: "vai deitar!", ao passo que, para ela, todos apenas a repreendiam por não querer sair da cama. Mesmo não sendo a melhor atitude nessas horas, sabemos que entregar-se à tristeza é algo normal para quem passa por depressão. Nos dias de angústia, por causa do grande peso psicológico, temos a tendência de querer fugir de tudo e de todos. Você tem tido esse tipo de reação? Então aprenda com o salmista a combater essa atitude. Davi passou por angústias imensas. A descrição que ele faz de si mesmo é assustadoramente parecida com nossas experiências em nossas tribulações. Veja como ele estava se sentindo: "Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam; temor e terror me sobrevém, e o horror se apodera de mim." (v. 4-5). Ele estava assim por causa de perseguição: "ando perturbado por causa do clamor do inimigo e da opressão do impio; pois sobre mim lançam calamidade e furiosamente me hostilizam(v. 3). É certo que suas angústias possam ter origem em outras coisas, como uma longa crise financeira, uma crise conjugal prolongada enfermidade ou mesmo uma depressão que não tem nenhuma explicação. Tudo isso faz com que, no seu coração, você possa sentir todos os sintomas que o salmista sentiu.

Mas não é só isso: Davi, assim como você, teve vontade de sumir no momento da aflição. Veja o que ele diz: "Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto. Dar-me-ia pressa em abrigar-me do vendaval e da procela" (v. 6-8). Veja a incoerência dele, querendo fugir do problema indo para um deserto! Mas não é assim que seu coração deseja nesses dias dificeis? Ficar sozinho, isolado de tudo e todos: é isso o deserto! Então, ele nos mostra o que devemos fazer: antes de tudo, confie no Senhor. Em lugar de ir para o deserto, "eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará" (v. 16). Abra seu coração e, assim como Davi, conte para o Senhor até mesmo seu desejo de "sumir do mapa". Depois, desenvolva uma vida de oração e comunhão com Deus, assim como o salmista: "A tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz (v. 17). Não é só uma oração esporádica e mecanica, mas é estar em sintonia com o Pai Celestial o dia todo, e fazer de sua oração um momento de compartilhar com ele tudo que se passa em seu intimo. Certamente, ele intervirá e fará com que os dias de angústias se tornem coisa do seu passado. Aleluia!

TBS-Teologia_Biblica_Sadia 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

"Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca. Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não têm Deus diante de si. Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida" (Salmo 54.2-4).

"Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca. Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não têm Deus diante de si. Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida" (Salmo 54.2-4). 

Nos dias de angústias, todos nós precisamos de uma pedra de escape. Pedra de escape é uma saída com a qual não contávamos, e, no último instante, ela aparece e traz um grande alívio às nossas tribulações. Pode até não ser uma solução definitiva, mas é uma providência de Deus para nos livrar de uma enrascada e amenizar nossas angústias. Quando Davi escreveu este Salmo, ele havia passado por uma experiência na qual Deus havia enviado-lhe uma pedra de escape.

A história por trás deste Salmo está registrada em 1 Samuel 23.19-29. Davi, juntamente com seus homens, estava fugindo do rei Saul quando foi traído pelos zifeus. Em razão dessa traição, Davi foi cercado pelo exército de Saul, de forma que não havia mais para onde escapar. Entretanto, dentro dos projetos de Deus, não era para o jovem pastor de ovelhas ser preso e, por isso, Deus providenciou que os filisteus invadissem a terra. "Pelo que Saul desistiu de perseguir a Davi e se foi contra os filisteus. Por esta razão, aquele lugar se chamou Pedra de Escape" (1 Samuel 23.28).

Porventura hoje, em seus dias de angústias, você está precisando de uma pedra de escape? Voltemos, então, ao Salmo 54. Davi, estando em grandes apuros naquele contexto, dá o exemplo que devemos seguir diante de nossas tribulações e declara sua confiança irrestrita no sustento de Deus: "Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida (v.4). Imagine falar isso estando completamente cercado pelo exército inimigo, sem visualizar nenhuma saída! Tem sido essa sua experiência? Então não se desespere. Afirme com convicção para seu próprio coração que o Senhor é quem lhe sustenta, mesmo que você não consiga ver nenhuma possível saída das suas tribulações. Mesmo que não tenha chegado o tempo de ele livrar você completamente das suas angústias, confie em que ele providenciará uma pedra de escape para o livramento da batalha atual que você enfrenta.

E possível que, enquanto Davi estava sendo traído pelos zifeus e Saul estava planejando a perseguição a ele, Deus estivesse levantando o exército dos filisteus para atacar a Israel, no exato momento em que Davi estivesse cercado. Lembre se disso sempre: Deus nunca é pego de surpresa pelas nossas tribulações. Enquanto você está lendo esta devocional, ele estará agindo em alguma circunstância para abençoar a sua vida e, dentro em breve, esse livramento chegara.

Por isso, desde já você pode agradecer e louvar ao Senhor como fez o salmista: "louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom. Pois me livrou de todas as tribulações" (v. 6-7).

TBS... 

terça-feira, 16 de junho de 2020

"Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos com o Altissimo: invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, tu me glorificarás." (Salmo 50.14-15).

"Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos com o Altissimo: invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, tu me glorificarás." (Salmo 50.14-15). 

Frequentemente, converso com pessoas que buscam a Deus apenas no momento da aflição. Em vindo um refrigério e um alívio na angústia, voltam a viver como se Deus não existisse. É possível que, por causa disso, o Senhor permita que venha nova tribulação, a fim de fazê-los andar nos seus caminhos. Por isso, neste dia, olhe com honestidade para seu coração e, ao final dessa meditação, veja se você precisa tomar decisões mudem a história de sua vida.

O texto que estudamos hoje é um salmo que fala da essência do culto a Deus. Entretanto, nessa visão pastoral sobre dias de angústias, quero desafiar você a analisar seu coração e receber do Senhor não somente a aprovação em sua adoração como também a solução para suas tribulações. Inicialmente, lembremos duas verdades básicas: a primeira é que não há nada que possamos oferecer a Deus que não venha dEle mesmo.

O próprio Deus ressalta essa verdade: "Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos militares sobre as montanhas...
se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu e tudo quanto nEle se contém" (v. 10, 12). A segunda verdade é que Deus rejeita aquele que o busca com os lábios, mas o desonra com a vida: "Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez que aborreces a disciplina e rejeitas as minhas palavras? (v. 16-17). E, para que ninguém se esconda na hipocrisia de dizer que não faz desse jeito, Deus ilustra como isso acontece: "Se vés um ladrão, tu te comprazes nEle e aos adúlteros te associas. Soltas a tua boca para o mal, e a tua lingua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão e difamar o filho de tua mãe. Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual" (v. 18-21).

O resumo, então, é que a fé e a vida são os dois lados de uma mesma moeda.

Diante disso, o que Deus requer de nós são duas coisas ligadas a essas duas verdades: que tenhamos um coração grato pelo seu cuidado paternal, e que o honremos em nossa vida cumprindo nosso compromisso de fidelidade com ele. "Oferece a Deus sacrificio de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altissimo" (v. 14). As mesmas duas verdades estão relacionadas na conclusão do salmo: "O que me oferece sacrificio de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus (v. 23).

Fazendo essas duas coisas em nossa vida diariamente, quando o dia da angústia chegar, nosso Senhor promete o socorro de que tanto precisaremos: "invoca-me no dia da angustia; eu te livrarei, e tu me glorificaras" (v. 15). "Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrificio de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome" (Hebreus 13.15). 

domingo, 14 de junho de 2020

"Deus é nosso refugio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações...Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos sabei que eu sou Deus;" (Salmo 46.1, 9-10)

"Deus é nosso refugio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações...Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos sabei que eu sou Deus;" (Salmo 46.1, 9-10)

Quando enfrentamos nossas guerras e as lutas pessoais, o desespero leva-nos a ficar agitados de um lado para o outro, com grande aflição no coração. Essa experiência é comum a todos os mortais, e se constitui numa reação natural de nossa mente. Entretanto, os filhos de Coré, ao escrever este salmo, trazem-nos uma nova perspectiva de enfrentamento das crises.

Se você está aflito e angustiado por causa de seus problemas, aprenda com este salmo a ter uma nova perspectiva nas lutas.

O texto começa com uma declaração de confiança no cuidado de Deus: "Deus é o nosso socorro e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações " (v. 1). A presença de Deus não é sinonima de ausência de tribulações, mas, nesses momentos, ele é o socorro bem presente, em tempo hábil, sem demora. E a fortaleza que nos deixa protegidos nas horas das guerras que enfrentamos. No restante do salmo, ele afirma que pode acontecer o que for: terremotos, maremotos, vulcões, guerras entre as nações, mas o Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó e o nosso refugio" (v7). Temos total e absoluta segurança em meio às tribulações.

Além disso, há a declaração de que "Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo" (v. 9). Essa descrição é muito enfática, expressando uma aniquilação total de todo tipo de resquicio de guerra, em qualquer parte do mundo. Entretanto, quero desafiar você a pensar agora nas guerras que são travadas no seu coração e na sua alma, porque a mão de Deus alcança também ali. Na verdade, podemos até ter guerras e tribulações ao nosso redor, mas em nossa alma ter a serenidade dos pastos verdejantes, para os quais somos conduzidos pelo nosso bom pastor. E essa ação de Deus que precisamos ter em nosso interior. Mesmo que o problema externo não tenha ainda uma solução vinda do Senhor, sua paz precisa permear nossa vida. Entregue hoje suas lutas ao seu Senhor e deixe que que tome conta de suas guerras.

Finalmente, vem a parte mais abençoada, porém, mais complicada: "Aquietai-vos e sabei que eu sou Dens (v. 10). Essa palavra exige uma atitude nossa: deixar de espernear e de viver em aflição, e simplesmente aquietar-nos. Isso exige confiança absoluta naquele que cuida de nós. Hoje, deposite suas aflições e guerras na presença dEle e aquiete seu coração diante do amor e do cuidado de seu pai Celestial. Ele apascentará seu coração e colocará sossego em sua alma.

TBS... 

terça-feira, 9 de junho de 2020

"Pois tu és o Deus da minha fortaleza. Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?. Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria... Por que estás abatida, o minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxilio e Deus meu'" (Salmo 43.2, 4-5).

"Pois tu és o Deus da minha fortaleza. Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?. Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria... Por que estás abatida, o minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxilio e Deus meu'" (Salmo 43.2, 4-5)

Ser desprezado pelas pessoas que nos cercam ou sentir desprezo por elas, mesmo que não seja real, traz ao nosso coração uma maior dificuldade em superar os dias de angústia.

Uma palavra amiga, um abraço, aquela certeza de que, mesmo que a pessoa não possa fazer nada de objetivo para nos ajudar, ainda assim ela está ali, presente, à disposição, empática diante da nossa dor. A, tudo isso nos traz um novo alento para a alma. Mas, quando nos sentimos desprezados pelos amigos, nosso coração chora mais intensamente. Contudo, pior do que isso é sentir-se rejeitado por Deus. E era exatamente assim que o salmista se sentia no salmo de hoje.

O Salmo 43 é apontado pelos estudiosos como sendo continuação do 42, como se fossem um só texto. Aqui, o escritor sacro abre seu coração e confessa a Deus aquilo que o incomodava profundamente. E não era a opressão dos inimigos, mas o sentimento de que Deus não estava agindo. 

Você também tem esse sentimento presente em seu coração nestes dias de angústia? Então aprenda com o salmista a lidar com isso.

Antes mesmo de apresentar sua queixa ao Senhor, reafir me ao seu coração o principal: a confiança absoluta em Deus.

Ele faz a oração do verso primeiro, e logo já declara: "Pois tu és o Deus da minha fortaleza " (v. 2). Isso é importante, porque sua queixa não pode ser um desabafo de quem perdeu a fé, mas uma declaração da fragilidade de seu coração. Se sua fé está abalada, não permita que seu coração acredite que Deus o abandonou, mas volte-se para o Senhor repreendendo seu coração como o salmista fez no capítulo 42.5 e 11, e agora repete novamente: "Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxilio e Deus meu" (v. 5).

No entanto, não pare aqui. Caminhe um pouco mais com sua queixa diante do seu Senhor. Apresente-se diante dEle assim como o salmista: "Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu" (v.4). Perceba que, agora, o sentimento de rejeição é substituído pela alegria no coração. Ao questionar a sua alma e reafirmar sua confiança no poder de Deus, aquele sentimento de abandono é repreendido como sendo um sentimento falso.

Na verdade, Deus nunca desampara o seu servo, como Davi afirmou no Salmo 27.10: "Ainda que meu pai e minha mãe me desamparem, o Senhor me acolhera'.

Dessa forma, por mais aflito que esteja o seu coração, receba hoje o doce conforto do Senhor, "porque ele tem dito: De maneira alguma, te deixarei, nunca jamais te abandonarei" (Hebreus 13.5).

TBS... 

domingo, 7 de junho de 2020

"As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite... Sinto abatida dentro de mim a minha alma... Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu"(Salmo 42.3, 6, 11)

"As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite... Sinto abatida dentro de mim a minha alma... Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu"(Salmo 42.3, 6, 11)

Os piores momentos de nossa vida são aqueles nos quais parece que Deus se esqueceu de nós, mostrando-se inoperante, omisso e calado. Essa dificil experiência tira a esperança de dias melhores, porque sabemos que, sem Deus, não conseguiremos superar nossas lutas. Essa angústia de alma também foi vivida e experimentada pelo salmista no texto de nossa meditação de hoje.

Qual era o contexto daquele escritor? Ele estava passando por um período de grandes tribulações, que o levavam a uma tristeza profunda. Para agravar a situação, aonde quer que ele fosse, era confrontado com a pergunta: 

"o teu Deus, onde está?" (v3, 10). 

Traduzindo para nosso contexto, é como se as pessoas dissessem: "mas se você crê em Deus, por que está passando por tudo isso?" E assim ele se deprimia mais ainda, e, quanto mais se deprimia, mais chorava; e quanto mais chorava, mais se deprimida, comprovando que, nesses momentos, um abismo chama outro abismo" (v. 7). 

Essa é a verdadeira situação na qual se tem a alma abatida. Porventura você tem passado por situação semelhante? Então atente para as instruções deste texto.

Antes de tudo, questione as razões de sua alma (v 11). É isso mesmo: questione o seu próprio coração acerca do porquê de estar triste e perturbado.

 O primeiro passo para enfrentar a depressão é deixar de lado a autopiedade. Aliste, de forma objetiva, todas as razões por estar triste e perturbado.

Não é o fato de ser cristão que vai isentar-nos de passar por provações e lutas. 

Lembre-se de que o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó é o mesmo Deus de Jó. Firme bem seus pés no chão e pergunte para si mesmo a razão de estar triste. Se possível, faça isso por escrito.

Após esse questionamento intimo, reafirme à sua alma que o auxílio de Deus não falha. 

Imite a convicção do salmista ao afirmar "Espera em Deus, pois ainda o louvarei" (v. 5, 11). 

Ele está sofrendo por causa de suas angústias, mas declara confiadatemente que esse período difícil ainda será superado, e cânticos de louvor ao Senhor brotarão de seus lábios. Isto ele fez quando a sua alma estava abatida: demonstrou sua confiança na ação de Deus. 

Esta deve ser sua atitude: reafirme sua fé no cuidado de Deus. 

"Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida" (v. 8).

Finalmente, mantenha sempre seu anelo pela presença de Deus, mesmo nos momentos em que você possa estar se sentindo longe dEle (v. 1). Mantenha acesa a chama da sua fé, a confiança de que Deus age e não tardará a intervir em sua vida.

Na verdade, fazer isso já é uma evidencia de que o Espírito Santo iniciou o processo de cura e restauração de sua alegria. Aleluia! 

Tbs...