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sábado, 6 de junho de 2020

"Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar...Quanto a mim, tu me sustentas na minha integridade e me pões à tua presença para sempre"(Salmo 41.9, 12)

"Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar...
Quanto a mim, tu me sustentas na minha integridade e me pões à tua presença para sempre"(Salmo 41.9, 12)

É possível que uma das maiores angústias de alma que nos podem sobrevir seja a traição de um amigo. Quando um inimigo nos faz algum mal ou divulga uma calúnia contra nós, apesar de ficarmos aborrecidos, recebemos isso com naturalidade. Afinal, é um inimigo, e dele não esperávamos outra coisa senão isso. Até quando alguém estranho e neutro faz ou fala algo contra nós, ainda assim temos certa tolerância, porque aquela pessoa pode estar equivocada por não nos conhecer e não saber acerca de nosso caráter. 

👉 Mas quando um amigo faz isso, a decepção que sentimos torna-se avassaladora.

Davi também passou por essa experiência amarga e é sobre ela que fala este salmo. Na verdade, na maioria dos versículos Davi fala do ataque dos inimigos: "Os meus inimigos falam mal de mim: Quando morrerá e lhe perecerá o nome?" (v. 5).

Seus inimigos jogavam praga nEle dizendo: "Peste maligna deu nEle; caiu de cama, já não há de levantar-se' (v. 8). Ora, se quando as pessoas trazem palavras de conforto e ánimo para nós ja é difícil superar uma má fase na vida, imagine enfrentar tribulações com uma grande torcida contra nossa recuperação!

Mas isso ainda não é o pior.

Pior quando nossos amigos nos abandonam e se voltam contra nós. Veja a experiência do salmista: "Até o meu amigo Íntimo, em quem confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar" (v.9). Não eram apenas conhecidos ou vizinhos, mas amigos íntimos Aquele que frequentava a casa dele, sentava-se a sua mesa e compartilhava de seu alimento.

E não apenas o abandonou no momento difícil que ele estava enfrentando, mas levantou contra ele o calcanhar, dando a ideia de agressão.

Se Porventura suas aflições tém sido agravadas por passar por uma situação assim, faça como Davi, no verso 12: "Quanto a mim, tu me susténs na minha integridade e me pões à tua presença para sempre". Primeiro, fortifique seu coração com a convicção de que é o Senhor quem te sustenta, e não seus amigos. Na verdade, o Senhor nos sustenta "através" de nossos amigos, mas caso eles se recusem a ser instrumentos nas mãos de Deus, este continua fiel e busca outra forma de comunicar-nos seu conforto e sua graça. Segundo, preserve sua integridade e continue sendo alguém reto, justo, que não paga mal com o mal, mas que é benção mesmo na vida daqueles que se recusaram a confortá-lo nessa hora de angústia. Lembre se do exemplo de Jó: "Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos (Jó 42.10). Finalmente, lembre ao seu coração que o Senhor mantém sua vida constantemente na presença dele.

Ali é o lugar seguro; nenhuma tribulação pode te abalar neste lugar. Portanto, descanse sob a boa mão Deus. 

TBS... 

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